EDUCAÇÃO
Escolas militares separam propostas de Pivetta, Wellington e Natasha para a educação
Muvuca Popular
A política para as escolas militares marca uma das diferenças entre os planos de governo de Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes (PL) e Natasha Slhessarenko (PSD) para a educação de Mato Grosso. Enquanto Pivetta propõe ampliar o modelo militar na rede estadual, Wellington condiciona mudanças à participação da comunidade escolar e Natasha direciona suas principais propostas para concurso público, valorização dos profissionais e fortalecimento da estrutura educacional.
No plano de Pivetta, a manutenção e expansão das escolas militares aparece inserida na estratégia de continuidade das políticas educacionais adotadas nos últimos anos. A proposta é ampliar o número de unidades que funcionam nesse formato, mantendo o modelo como uma das alternativas da rede estadual.
A diretriz acompanha uma política educacional baseada também em metas, avaliação de desempenho e incentivos vinculados aos resultados das unidades escolares. Dessa forma, a proposta de Pivetta não prevê apenas a manutenção das escolas militares já existentes, mas a continuidade da expansão do modelo durante um eventual novo mandato.
Wellington Fagundes, por sua vez, apresenta uma abordagem diferente. Seu plano não coloca a ampliação automática das escolas militares como eixo central da política educacional. A proposta prevê participação da comunidade escolar nas decisões relacionadas à adoção do modelo, além de medidas voltadas à valorização dos professores e à realização de concursos públicos.
Na prática, a diferença está no processo de expansão: enquanto Pivetta apresenta a ampliação das unidades como política de governo, Wellington incorpora a manifestação da comunidade escolar às decisões sobre a implantação do modelo.
Já o programa de Natasha Slhessarenko concentra suas principais medidas educacionais em outro conjunto de prioridades. Entre elas estão a realização de concurso público, valorização das carreiras, cumprimento dos pisos salariais, alfabetização das crianças até o segundo ano e fortalecimento da estrutura da rede estadual.
O plano também prevê ações direcionadas à Educação de Jovens e Adultos (EJA), apoio aos municípios na educação infantil e investimentos na qualidade do ensino. Diferentemente da proposta de Pivetta, a expansão das escolas militares não aparece como uma das principais estratégias apresentadas para melhorar os indicadores educacionais.
Os três programas, portanto, colocam a educação entre as áreas prioritárias, mas apresentam caminhos distintos sobre o papel das escolas militares.



