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Fábio Garcia defende reajuste do Bolsa Família, mas critica momento: “Teria que ser feito antes”
Renato Ferreira
O deputado federal e candidato à reeleição Fábio Garcia (União) afirmou que o reajuste do Bolsa Família deveria ter sido concedido “muito antes” do período eleitoral. Apesar da crítica ao momento escolhido pelo governo Lula (PT), o parlamentar reconheceu a necessidade de atualização do benefício diante do aumento do custo de vida no país.
O governo federal reajustou em 15,04% os valores do Bolsa Família, elevando o mínimo garantido por família de R$ 600 para R$ 691, um acréscimo de R$ 91. A medida foi oficializada em 17 de setembro e passa a ter efeitos financeiros em outubro. Segundo o governo, a correção considera a inflação acumulada pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026.
Questionado sobre o aumento anunciado durante o período eleitoral, Fábio destacou inicialmente a importância do programa para famílias em situação de vulnerabilidade.
“O Bolsa Família é um programa importante do nosso país, para aquelas pessoas que precisam de uma renda para sobreviver e subsistência”, afirmou.
Na sequência, o deputado ponderou que a atualização dos valores deveria ter ocorrido anteriormente.
“O reajuste teria que ser feito antes. Óbvio que o custo de vida do Brasil, do brasileiro, cresceu muito, então a gente perdeu o poder de compra, todos os brasileiros perderam o poder de compra”, disse.
Fábio reforçou que não é contrário ao reajuste, mas defendeu que medidas desse tipo sejam tomadas fora da proximidade das eleições.
“Eu defendo que o reajuste aconteça antes, muito antes do período eleitoral. Mas há que se reconhecer que o custo de vida do brasileiro cresceu muito, subiu muito, e a vida está custando muito caro no Brasil”, concluiu.



