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Maurício questiona localização do “Inferno Pantaneiro” e Milas defende presídio para “vagabundos”
Renato Ferreira/Patrícia Neves
O candidato ao Governo de Mato Grosso Maurício Coelho (Mobiliza) questionou Rafael Milas (Missão) sobre o nome “Inferno Pantaneiro”, escolhido para o presídio que pretende construir na região de Cáceres, durante o debate desta quinta-feira (1º), na TV Vila Real. Ao cobrar bom senso na escolha do nome, Maurício relacionou a crítica a localização da unidade perto da fronteira. Milas respondeu com um pedido para que o adversário relaxasse e defendeu a proposta como uma demonstração de enfrentamento à criminalidade.
A discussão começou quando Maurício aproveitou o tema da construção do presídio, abordado anteriormente no debate, para perguntar por que Milas havia escolhido aquele nome. O candidato do Missão sustentou que a denominação serviria para transmitir força e coragem no combate ao crime organizado.
“Relaxa”, disse Milas durante a resposta. Ao defender a finalidade da unidade, afirmou que seria “um presídio para combater vagabundo”.
O projeto apresentado no plano de governo de Milas prevê investimento estimado em R$ 225 milhões. Durante o debate, ele afirmou que pretende zerar um déficit de aproximadamente 1.600 vagas no sistema prisional e utilizar mão de obra dos próprios presos para reduzir o custo da construção.
Na réplica, Maurício também questionou a localização da unidade em uma região de fronteira. Ele retomou a preocupação apresentada pelo candidato Sargento Laudicério (AGIR) sobre os riscos de instalar o presídio em uma área afetada pela atuação de facções e pela entrada de drogas.
Milas respondeu que a proposta se refere à região de Cáceres, e não necessariamente à área urbana do município. Para ele, a condição de fronteira reforça a necessidade de presença das forças de segurança.
“Eu falei região de Cáceres”, afirmou. Na sequência, elevou o tom contra Maurício: “Eu sei que tem medo de enfrentar bandido, eu sei que você não gosta de matar bandido”.
Após a declaração, Maurício pediu direito de resposta. A organização informou que o pedido seria analisado e deu continuidade ao debate.



