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TRE descarta ‘cadeião’ e explica para onde serão levados presos durante a eleição
Renato Ferreira
O antigo modelo de “cadeião”, com a concentração de pessoas presas durante o período eleitoral em um único espaço, como ginásios, não será utilizado nas Eleições 2026 em Mato Grosso. Segundo o diretor-geral do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), Mauro Diogo, quem for preso será encaminhado à Polícia Federal nas localidades onde houver unidade da instituição. Onde não houver PF, o procedimento ficará a cargo da Polícia Civil.
Em Cuiabá, Mauro explicou que os presos serão levados à Polícia Federal, onde serão realizados os procedimentos relacionados à ocorrência.
“Na própria delegacia. Aqui em Cuiabá, no caso, Polícia Federal. Ali é lavrado o boletim, é feito ali todo o procedimento”, explicou.
O diretor-geral destacou que o esquema adotado atualmente é diferente daquele utilizado no passado, quando espaços maiores chegavam a ser preparados para receber pessoas detidas durante o período eleitoral.
“Há muito tempo já que a gente não trabalha com aquele antigo conceito de cadeião, com ginásio de esporte, até porque, hoje, tecnologia e tudo mais”, afirmou.
Questionado sobre o procedimento nas demais cidades de Mato Grosso, Mauro explicou que a Polícia Federal será a referência nos locais onde estiver presente.
“Todas as localidades onde existe Polícia Federal vão para Polícia Federal. Se não houver Polícia Federal, aí vai para Polícia Civil”, disse.
A legislação eleitoral estabelece restrições específicas às prisões durante o período das eleições. Em 2026, desde 29 de setembro até 48 horas após o encerramento da votação de 4 de outubro, eleitores só podem ser presos em flagrante delito, por sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou por desrespeito a salvo-conduto.
O Tribunal Superior Eleitoral também esclarece que crimes eleitorais cometidos no dia da votação podem resultar em prisão, incluindo situações como boca de urna e outras condutas proibidas pela legislação.



