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Policiais ignoram decisão judicial e mantêm greve em MT

Da redação

 

Mesmo com a Justiça declarando ilegal a greve, os policiais penais de Mato Grosso mantêm os braços cruzados nesta terça-feira (21). O Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado (Sindspen-MT) afirma que ainda não foi notificado da decisão judicial que determinou o fim imediato do movimento paredista, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

O sindicato garantiu que manterá a greve no estado mesmo após ser notificado pela Justiça. Os policiais penais alegam que recebem os menores salários entre as forças de Segurança e querem aumento salarial. O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que o pedido da categoria para encerrar a greve “beira a loucura”.

A categoria tem pleiteado a equiparação salarial às demais forças policiais. Para isso, seria preciso quase dobrar o salário. Atualmente, o salário inicial de um policial penal é R$ 3,1 mil, enquanto um policial civil recém-concursado recebe R$ 5,6 mil e um PM recebe R$ 4,8 mil.

“Isso beira a loucura. Não tem menor cabimento exigir isso, pois quando fizeram o concurso eles sabiam qual era o salário. Fazer reivindicação é algo justo, mas tem quer ter o princípio da razoabilidade”, disse o governador, na noite da última sexta-feira (17).

Na mesma sexta-feira, a desembargadora Antônia Siqueira Gonçalves determinou a suspensão imediata da greve dos policiais penais. A magistrada apontou que a greve pode trazer “danos a toda população que depende do sistema prisional do Estado de Mato Grosso”. Em caso de descumprimento, a desembargadora autorizou multa de R$ 100 mil por dia.

Nesta segunda-feira (20), o governador Mauro Mendes (DEM) sinalizou que as conversas estão encerradas. Ele afirmou que não tem proposta a fazer para os policiais penais e nem reconhece a proposta de 15%, que teria sido feita no decorrer da última semana, antes da deflagração da greve.

O Sindspen elaborou uma cartilha orientando seus filiados sobre o que pode ou não ser feito durante o movimento grevista. Conforme a orientação, estão suspensos o atendimento a advogados, visitas e também o recebimento de novos presos nas unidades prisionais. Apenas serviços essenciais, como atendimento médico aos presos, estão sendo realizados nas 46 unidades prisionais.

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