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Novos metais, nova economia, novo mundo. O potencial de Mato Grosso e da Metamat

 

 

Muito se fala, em nosso estado, do potencial do agronegócio, o que é justo, afinal o Mato Grosso é conhecido como o celeiro do país, campeão na produção de soja, milho, algodão e de rebanho bovino e, se fosse um país, seria o 4do mundo na produção de grãos. Mas é preciso olhar para este estado com outros olhos. Há potencialmente muito mais riquezas neste solo do que imagina nossa vã economia (que me desculpe o Shakespeare pela ousadia). E uma delas, está exatamente sob este solo: os minérios.

Eu descobri isso por acaso? Não, fui convidado pelo governador Mauro Mendes para avaliar a possibilidade de encerrar as atividades da Companhia Mato-grossense de Mineração, a Metamat.

Aqui descobri possibilidades imensas que estavam sendo desprezadas e, com o apoio dos servidores e a aprovação do governador Mauro Mendes, colocamos a companhia num outro caminho: o do desenvolvimento do setor mineral.

Hoje Mato Grosso é o estado brasileiro líder em requerimentos de áreas minerais e não por acaso, estamos desenvolvendo (em Aripuanã, com investimentos de R$ 2 bilhões) um dos 10 maiores projetos de mineração do mundo em zinco. E o zinco é só um dos minerais existentes em nosso solo. Temos reservas consideráveis de níquel, cobre, fosfato, granito, calcário (fundamental para o agronegócio); produzimos quase 50 mil quilates de diamantes por ano (a produção nacional é de 56 mil quilates/ano) e cerca de 10 toneladas anuais de ouro.

E ainda tem muito mais…

A cada dia mais e mais minerais são descobertos pelos cientistas e passam a ser comercialmente importantes, utilizados nas mais diversas indústrias, com aplicações que sequer imaginamos.

Em suas mãos, por exemplo, está um aparelho que nos últimos anos se tornou peça fundamental em nossas vidas: o celular. E nele, além de metais triviais como ouro, prata, paládio, platina e alumínio, que são nossos velhos conhecidos, há ainda metais sobre os quais você muito comprovadamente nunca ouviu falar, como o lantânio, o térbio, o neodímio, o gadolínio e o praseodímio.

E isso apenas num smartphone. Imagine o que mais existe por aí sendo utilizado industrialmente. Há muitos outros metais comercialmente importantes, que sequer ainda descobrimos que temos e estão lá, esperando serem descobertos.

A mineralogia, uma das geociências que trata dos minerais, abrange atualmente mais de 4 mil espécies distintas de minerais. E a cada ano sãos descobertos por esta ciência, entre 40 a 50 novas espécies. Claro, nem tudo tem ou virá a ter utilidade comercial, mas estes dados nos mostram a dimensão do que existe sob nossos pés e sequer imaginamos.

Portanto, a mineração no estado do Mato Grosso, apesar de estar sendo bastante desenvolvida nos últimos anos graças à atuação da Metamat – explorando o potencial de novas jazidas e depósitos minerais de metais e pedras conhecidas, novos (e milionários!) projetos sendo executados etc -, está no limiar de um novo mundo e pode revolucionar nossa economia e gerar milhares de empregos.

Juliano Jorge Boraczynski é Presidente da Companhia Mato-grossense de Mineração (METAMAT)

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