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Vídeo: chuva forte derruba muro de escola sobre casa e idosa foge pela janela com os 3 netos

Da redação

Uma moradora de 64 anos e os três netos dela, de 11, 13 e 14 anos, ficaram ilhados após uma chuva forte derrubar o muro de uma escola militar no Bairro Jardim Glória, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, em cima da casa da família, na madrugada dessa segunda-feira (14).

Em nota, a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) informou que enviou uma equipe de engenheiros ao local para retirar os entulhos da casa atingida e dar início aos trabalhos de reconstrução do muro da escola.

“Outra providência tomada imediatamente, foi acionar A Procuradoria geral do Estado (PGE) para tomada de providências quanto ao amparo à dona de casa Elizabeth Fortes, que também foi vítima da forte chuva”, diz.

Elizabeth Fortes contou que acordou com os gritos dos netos e que, em questão de segundos, a água invadiu o imóvel e quase os cobriu.

Eu nasci de novo. Dormi e acordei com os gritos dos meus netos e logo a água estava em quase dois metros. Foi muito rápido, coisa de segundos. Algo que só via na televisão, mas agora eu vi a realidade. É triste, muito triste”, relatou.

A família só conseguiu sair do local após Elizabeth quebrar o vidro da porta da sala com os pés para a água sair e pedir ajuda aos vizinhos para resgatá-los. A idosa foi levada ao hospital para a retirada de cacos de vidro dos pés.

“Consegui tirar um pouco da água e saímos pela janela. Isso durou quase 1 hora”, contou.

Todos os móveis da casa foram destruídos pela enxurrada. Agora, a família está recebendo doações para tentar reconstruir um local para morar.

“Não tenho para onde ir, não tenho condições de alugar uma casa. Perdemos móveis, casa, tudo. Estou na rua, porque não tem como ficar aqui. Não tenho nada, nem onde deitar a cabeça. Não é fácil”, disse.

Segundo Elizabeth, que mora na região há 45 anos, o risco de desabamento na escola começou há quatro anos. Ela afirmou que, à época, o muro chegou a cair, mas não destruiu o imóvel da família.

“Ficou mais de ano caído. Avisei a secretaria que estava correndo risco de vida, mas disseram que não tinha como fazer nada. Eu paguei um pedreiro e arrumei. Por isso, vou levar para a Justiça, nem que demore, mas preciso ser ressarcida”, pontuou.

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