The news is by your side.

Bolsonaro pede “pacificação do país” em discurso para milhares de apoiadores na Paulista

0

Da Redação

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) discursou durante o ato na avenida Paulista, em São Paulo, convocado em sua defesa neste domingo (25), e defendeu a “pacificação” do país. Segundo ele, a suspeita da Polícia Federal de que houve uma tentativa de golpe de Estado por parte de seu grupo político é infundada. Bolsonaro também defendeu “anistia” para pessoas envolvidas nos atos de vandalismo de 8 de janeiro.

“Agora querem entubar a todos nós que um golpe, usando dispositivo da Constituição, cuja palavra final quem dá é o parlamento brasileiro, estava em gestação. Creio que está explicada essa questão. Teria muito a falar. Tem gente que sabe o que eu falaria. Mas o que eu busco é a pacificação”, disse o ex-presidente.

“Passar uma borracha no passado, buscar uma maneira de nós vivermos em paz, não continuarmos sobressaltados, é, por parte do parlamento brasileiro, buscar uma anistia para os pobres coitados que estão presos em Brasília. Não queremos mais que seus filhos sejam órfãos de pais vivos. Nós já anistiamos no passado quem fez barbaridade”, afirmou. “Pedimos aos 513 deputados, 81 senadores, um projeto de anistia para que seja feita a justiça. E quem, porventura, depredou patrimônio, que nós não concordamos com isso, que pague. Mas essas penas fogem ao mínimo da razoabilidade. Não podemos entender o que levou poucas pessoas a apelarem tão drasticamente. Esses pobres coitados que estavam lá no dia 8 de janeiro de 2023”, continuou.

O ex-presidente reforçou que estaria sendo perseguido desde que venceu a eleição de 2018. “Sabemos o que foi o período de 2019 a 2022, e conhecemos agora como está difícil vencer nesse país, com o que temos a nos governar nesse momento. Levo pancada desde antes da eleição de 2018, passei quatro anos perseguido enquanto presidente e essa perseguição aumentou quando deixei a Presidência”, disse.

“Saí do Brasil, e essa perseguição não terminou. É joia, questão de importunação de baleia, dinheiro que teria mandado para fora. É tanta coisa que eles mesmo trabalham contra si. A última agora, ‘Bolsonaro queria dar um golpe’. Desde 2019 sempre ouvia isso. O que é golpe? Tanque na rua, arma, conspiração. Trazer classes políticas para o seu lado, empresariais. Nada disso foi feito no Brasil”.

O ex-presidente também comentou a adesão de manifestantes no ato: “Vocês nos trazem esperança, energia, garra, certeza que temos como vencer. Nós não queremos um socialismo para o Brasil e não podemos admitir um comunismo em nosso meio. Não queremos ideologia de gênero e queremos respeito à propriedade privada. Queremos direito à defesa da própria vida, respeito à vida desde a concepção, não queremos a liberação das drogas,” disse.

De acordo com os organizadores, cerca de 700 mil pessoas compareceram à manifestação.

Aliados do ex-presidente também estavam presentes. Além do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), compareceram o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL) e a vice-govenadora do Distrito Federal, Celina Leão (Progressistas).

Alguns aliados não puderam comparecer em decorrência de medida expedida por Alexandre de Moraes, que proíbe o contato entre investigados com o político, como o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, os generais Heleno e Braga Netto entre outros.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Presumiremos que você está ok com isso, mas você pode cancelar se desejar. Aceitarconsulte Mais informação