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Veneno de cobra mata por colapso de vasos sanguíneos, mostra chip tridimensional

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O envenenamento por acidentes ofídicos causa morbidade e mortalidade graves, afetando milhões de pessoas anualmente. De diversas manifestações clínicas, a hemorragia local e sistêmica é de particular relevância, podendo resultar em isquemia, falência orgânica e até choque cardiovascular.

Um modelo 3D de imitação de vasos sanguíneos permite ver exatamente como o veneno de cobra ataca os vasos sanguíneos, sem ter que usar animais de laboratório. Este novo modelo de pesquisa, chamado de organ-on-a-chip, foi desenvolvido por uma equipe de pesquisa da Vrije Universiteit Amsterdam, MIMETAS e Naturalis Biodiversity Center.

Ele contém células que revestem os vasos sanguíneos humanos, conhecidas como células endoteliais, bem como a matriz extracelular, ou estrutura física que suporta essas células. O dispositivo imita com precisão a forma e a composição celular de pequenos vasos sanguíneos no corpo e mostra como o sangue flui através deles.

Os cientistas já desenvolveram chips de órgãos semelhantes para imitar diferentes sistemas no corpo e testar novas drogas. Neste caso, os pesquisadores usaram seu minúsculo modelo de vasos sanguíneos para investigar exatamente como diferentes tipos de veneno de cobra danificam os vasos sanguíneos. A equipe revelou suas descobertas em um estudo publicado nesta terça-feira (4) na revista Scientific Reports.

 

Esta reconstrução 3D mostra uma das réplicas de vasos sanguíneos sendo atacada pelo veneno e entrando em colapso. (Imagem: Mátyás Bittenbinder)

 

A equipe usou o novo chip ao veneno ordenhado de quatro espécies de cobras: cobras indianas (Naja naja), víboras-tapete da África Ocidental (Echis ocellatus), kraits de muitas bandas (Bungarus multicinctus) ecobras cuspidoras de Moçambique (Naja mossambica). As cobras pertencem às famílias de cobras mais venenosas – as víboras e elapídeos.

Os pesquisadores usaram técnicas de imagem especializadas para espiar dentro dos chips enquanto o veneno passava por eles. Eles descobriram que alguns desses venenos podem lesar diretamente as membranas das células endoteliais, enquanto outros desalojam as células de suas matrizes extracelulares, levando os vasos sanguíneos ao colapso.

“O modelo fornece informações precisas sobre como as toxinas atacam os vasos sanguíneos”, disse Mátyás Bittenbinder, principal autor do estudo e pesquisador associado da Universidade Vrije de Amsterdã e do Centro de Biodiversidade Naturalis, na Holanda, em um comunicado.

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