Um levantamento da Organização Nacional de Acreditação (ONA), com base em dados fornecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mostrou que, em 2025, foram registradas em Mato Grosso 3.137 falhas relacionadas à assistência à saúde. A principal falha encontrada foi a de lesões por pressão, com 707 casos.
Em segundo lugar estão os incidentes relacionados à assistência à saúde envolvendo cateter, sonda e outros dispositivos, com 707 registros. Já as falhas com cateter venoso somaram 218 casos. O levantamento mostrou ainda que, no estado, foram registradas 202 quedas de pacientes.
“A notificação dos eventos adversos é fundamental para que o sistema de saúde evolua e se torne mais seguro para o paciente. É preciso reforçar que notificar não é sinônimo de punição, mas sim uma ferramenta essencial de aprendizado, melhoria contínua e fortalecimento da segurança do paciente. No processo de acreditação, analisamos todo o funcionamento da instituição para promover, diariamente, serviços mais seguros em toda a cadeia de atendimento”, afirma Gilvane Lolato, gerente-geral de Operações da ONA.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que ocorram, anualmente, cerca de 134 milhões de eventos adversos em hospitais de países de baixa e média renda, resultando em aproximadamente 2,6 milhões de mortes. Apenas no Brasil, foram 480.283 registros em 2025.
Entre as ocorrências mais graves no país, em todo o território nacional, destacam-se os incidentes relacionados ao uso de cateteres, sondas e outros dispositivos, totalizando 83.298 registros. Em seguida, aparecem as lesões por pressão, com 76.533 ocorrências, divididas em três tipos: contusão (lesão dos tecidos moles causada por trauma), entorse (alongamento dos ligamentos) e luxação, considerada a mais grave por envolver o deslocamento do osso da articulação.



