ABSURDOS
Após morte de três trabalhadores, delegado diz que faccionados matam para mostrar “braveza”
Da Redação
A prisão do quinto envolvido na série de latrocínios contra motoristas de aplicativo reforçou a linha de investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP): os crimes foram cometidos por integrantes de facção criminosa com o objetivo de demonstrar “braveza” e impor medo à sociedade. O suspeito foi localizado e preso em Juara, no norte de Mato Grosso, no fim de semana, com apoio de equipes da região.
Segundo o delegado Caio Albuquerque, da DHPP, a motivação dos assassinatos ficou clara ao longo das investigações e nos depoimentos colhidos. “Precisam demonstrar como bravos perante a sociedade, como podem fazer as coisas que bem desejam. Então, isso é um estilo de forma que as facções atuam. Sim, sim, os próprios menores (dois adolescentes) delataram”, afirmou.
De acordo com o delegado, o conjunto probatório foi robusto e sustentado por diferentes frentes de apuração. “É um caso que foi bem materializado, tanto aqui friamente, contaram prontamente o que fizeram aqui na DHPP”.
Ainda conforme Caio Albuquerque, o quinto suspeito passou a circular por cidades do norte do Estado após os crimes, tentando se manter fora do radar policial. “Então ele sai daqui, já depois é localizado na região norte, naquela cidade, naquela região norte, e ali ele começa, ou já vem trabalhando em um emprego informal”, relatou. O delegado explicou que a prisão exigiu cautela e monitoramento constante. “O que acontece pra fazer uma prisão com eles, a gente tem que ter certeza primeiro se a pessoa tem condição mesmo dela ser presa naquela situação.”
A partir do momento em que o investigado se estabeleceu em Juara, a identificação foi rápida. “Logo que ele foi pra cidade de Juara, ele já foi identificado, já conseguiu saber a casa onde ele estava, com quem ele estava, qual o serviço que ele”, completou o delegado, ao destacar a integração entre as forças policiais.
Os latrocínios vitimaram Márcio Rogério Carneiro, de 34 anos; Elizeu Rosa Coelho, de 58; e Nilson Nogueira, de 42 anos. Eles desapareceram entre os dias 11 e 14 de abril, após saírem de casa para trabalhar no período noturno em Cuiabá e Várzea Grande.
Após a prisão e apreensão dos envolvidos, a Polícia Civil localizou os corpos de Márcio e Elizeu no bairro Jardim Petrópolis e em um lixão próximo ao Capão do Pequi, ambos em Várzea Grande. Já o corpo de Nilson foi encontrado nesta terça-feira em uma área do distrito de Bonsucesso, também em Várzea Grande.
A DHPP identificou ainda uma quarta vítima do grupo criminoso, sequestrada dias antes da mesma forma que os motoristas assassinados, mas que conseguiu escapar com vida. Todos os envolvidos, segundo a Polícia Civil, são faccionados e permanecem à disposição da Justiça.



