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Lagoa Encantada pode dar lugar a parque após possível remoção de estação de esgoto

Da Redação

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A área conhecida popularmente como “Lagoa Encantada”, em Cuiabá, poderá passar por uma ampla transformação urbana. O local, que abriga desde 2009 um complexo ambiental construído no entorno da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do CPA III, está no centro de tratativas entre a Prefeitura e a concessionária Águas Cuiabá para uma possível realocação da estrutura, abrindo espaço para a implantação de um parque público na região da Baía da Serra.

Segundo o gestor municipal Abilio Brunini (PL), o espaço não se trata de uma lagoa natural, mas sim de uma estação de tratamento de esgoto. “Aqui o que o pessoal chama de lagoa é uma estação de tratamento de esgoto. Não é um lugar recomendado para fazer parque ou área de convivência do jeito que está”, afirmou. A proposta é retirar a ETE do local e, somente após essa mudança, executar um projeto de parque urbano.

O complexo ambiental foi implantado em 2009 com investimento de R$ 2,1 milhões, sendo recursos do Ministério do Turismo, por meio de emenda parlamentar, e contrapartida de 10% do município. À época, o projeto transformou a área em um espaço multiuso e adaptou as três lagoas existentes, que antes funcionavam apenas como locais de captação de esgoto, para também realizar o tratamento dos dejetos.

Atualmente, as lagoas têm capacidade para tratar os efluentes coletados na região, que são lançados de forma ambientalmente correta no Córrego Caju e, posteriormente, no Rio Cuiabá. A Estação de Tratamento de Esgoto do CPA III atende cerca de 50 mil habitantes e possui capacidade para receber até 104 litros de esgoto por segundo.

Apesar da estrutura já existente, a Prefeitura avalia que a retirada da estação permitiria uma requalificação completa da área. As conversas com a concessionária Águas Cuiabá já estão em andamento, mas o custo da realocação é considerado elevado. “O valor é muito alto, em torno de 80 e poucos milhões de reais, mas estamos tentando encarar isso e ver se conseguimos viabilizar”, explicou o gestor.

A remoção da ETE também está ligada à execução de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que exigirá a captação de recursos específicos. De acordo com o gestor municipal, a possibilidade de tirar o projeto do papel está relacionada ao momento fiscal da cidade, que passou por ajustes recentes.

Segundo ele, medidas adotadas ao longo do último ano melhoraram o balanço financeiro da Prefeitura e a avaliação junto ao Tesouro Nacional. Com isso, o município já teria obtido uma pré-aprovação de crédito de R$ 112 milhões, destinada principalmente a obras de infraestrutura, como pavimentação de bairros.

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