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OPERAÇÃO CARTÓRIO CENTRAL

Braço financeiro da facção em MT cai no Rio durante megaoperação

Da Redação

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Um dos líderes da facção criminosa que controlava a agiotagem em Primavera do Leste foi preso no Rio de Janeiro na tarde desta quarta-feira (14). Ele era responsável por administrar os empréstimos ilegais, cobrar dívidas, distribuir recursos e garantir o funcionamento do caixa da organização no município e na região.

A prisão ocorreu nesta quarta-feira (14), durante o cumprimento de um mandado de prisão preventiva expedido pela 1ª Vara Criminal de Primavera do Leste, com apoio da Polícia Civil fluminense, no âmbito da Operação Cartório Central. O suspeito foi localizado após troca de informações entre equipes especializadas de Mato Grosso e do Rio de Janeiro.

Segundo as investigações, o homem exercia papel central na engrenagem financeira da facção, atuando como coordenador dos empréstimos ilícitos, responsável pela cobrança, controle dos valores arrecadados e repasse de recursos para outros integrantes do grupo. Ele também mantinha vínculo direto com o núcleo disciplinar da organização, que dava sustentação às cobranças e punições internas.

O investigado atuava em parceria com outra integrante apontada como responsável pelo chamado “cartório central” da facção, estrutura usada para registrar dívidas, controlar repasses e organizar a contabilidade do grupo criminoso.

As apurações indicam que o esquema utilizava contas bancárias de terceiros para movimentar dinheiro e ocultar a origem dos recursos, além de realizar reuniões internas para definir estratégias, impor regras e coordenar ações.

Operação mira desarticulação financeira e territorial

A prisão integra a Operação Cartório Central, deflagrada nesta quarta-feira pela Polícia Civil de Mato Grosso para desarticular uma facção criminosa envolvida com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, extorsão e agiotagem em Primavera do Leste e região.

Ao todo, são cumpridos 471 mandados judiciais, entre prisões preventivas, buscas e apreensões e bloqueios de bens e valores, em diversas cidades de Mato Grosso e também nos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Acre, São Paulo e Rio de Janeiro.

As investigações tiveram início há pouco mais de um ano e identificaram uma organização criminosa estruturada, com divisão interna de funções, hierarquia, controle financeiro próprio e logística para operar tanto o tráfico quanto o sistema de empréstimos ilegais.

De acordo com a Polícia Civil, os recursos oriundos do tráfico eram usados para financiar a agiotagem, principalmente junto a comerciantes locais, como forma de mascarar a origem ilícita do dinheiro — prática que configura o crime de usura.

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