A manhã desta quarta-feira (14), promete ser animada, e tensa, na Assembleia Legislativa. Entra na pauta a votação da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores dos Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública, com clima de pressão máxima nos corredores e promessa de barulho no plenário. De um lado, a federação dos servidores, munida de cálculos do Dieese, cobra mais que a reposição inflacionária e exige que o passivo acumulado de 19,5% seja colocado na conta. A ameaça é clara: greve e paralisação dos serviços públicos caso o índice não seja considerado. A palavra de ordem é mobilização.
Do outro lado, o governo do Estado, firme e sem demonstrar margem para negociação, enviou projeto prevendo reajuste de 4,26%, limitado ao IPCA. A postura é de mão de ferro: nada além da inflação, nada de resgatar perdas antigas. O roteiro é conhecido, mas o desfecho ainda não. Se o índice de 19,5% continuar fora da mesa, o risco de enfrentamento direto entre servidores e Executivo deixa de ser discurso e pode virar realidade.



