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TUDO DENTRO DA LEGALIDADE

“Conversa pra boi dormir”: Júlio Campos defende CPI e rebate acusação de má-fé contra Wilson

Kamila Araújo

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“Isso é conversa fiada para boi dormir.” Foi assim que o deputado estadual Júlio Campos (União) reagiu às críticas de parlamentares que acusam o deputado Wilson Santos (PSD) de ter agido de má-fé ao utilizar assinaturas colhidas em 2023 para viabilizar a CPI da Saúde na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Para Júlio, não houve qualquer manobra irregular. Segundo ele, o requerimento foi lido em plenário e nenhum deputado se manifestou, no momento oportuno, para retirar o apoio.

“Veja bem. Por que que ele não retirou a hora que ele leu o processo lá? Os senhores deputados podem retirar a assinatura. Ninguém apresentou para retirar a assinatura. Então essa é conversa fiada para boi dormir”, disparou.

O parlamentar também rebateu a tese de que a abertura da CPI seria uma afronta ao governo estadual. Para ele, o instrumento é legítimo dentro do regime democrático. “É possível que não pode abrir uma CPI? Que democracia é essa? É uma ditadura esse Estado? Não. Quem não deve, não teme.”

Júlio Campos lembrou que, durante seus mandatos como governador, também enfrentou comissões parlamentares de inquérito. “O meu governo teve várias CPI e todas elas foram arquivadas dentro da lei e da ordem. Então, todo governo tem CPI. Não há porquê.”

Ele ainda questionou se o atual governo deveria ser blindado de qualquer investigação. “Será que durante oito anos do governo Mauro Mendes não pode ter uma CPI?”

Responsabilização em caso de irregularidades

Na avaliação do deputado, se houve irregularidades na Secretaria de Estado de Saúde durante a pandemia, os responsáveis precisam responder.

“O Mauro não tem nada a ver com isso. Se alguém cometeu ilícito na Secretaria de Saúde ou empresários que superfaturaram no tempo da pandemia, isso a sociedade tem que tomar conhecimento e eles têm que responder por esses crimes. Eu não acredito que tenha ocorrido nada estranho.”

Retirada de assinaturas

Questionado sobre os requerimentos que devem ser apresentados para retirada de assinaturas da CPI, Júlio Campos afirmou que a decisão deve seguir estritamente o regimento interno da Casa.

“Se a lei permitir, tudo normal. Eu, se tiver presidindo a sessão e o regimento interno, o nosso assessor jurídico, doutor Eduardo, confirmar que pode retirar depois de lida e publicada, eu defiro na hora.”

Ele ressaltou que a palavra final caberá à Mesa Diretora e à interpretação jurídica sobre o momento processual da comissão.

A CPI da Saúde foi criada para investigar possíveis irregularidades em contratos firmados entre 2019 e 2023, especialmente durante o período da pandemia de Covid-19. O embate em torno das assinaturas e da legalidade do procedimento elevou a temperatura política na Assembleia e expôs o racha entre parlamentares sobre o andamento da comissão.

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