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SEM ISONOMIA

Abílio critica “indignação seletiva” da Câmara e cobra apuração igual para vereadores e secretário

Kamila Araújo e Renato Ferreira

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, criticou o que classificou como “indignação seletiva” de parte dos vereadores ao comparar o empenho para investigar um secretário municipal acusado de assédio com a falta de entusiasmo para apurar denúncias envolvendo parlamentares, como Chico 2000 e a vereadora Maysa.

As declarações ocorrem no contexto do caso envolvendo o então secretário William Leite, que pediu exoneração na tarde da última sexta-feira (06), poucas horas depois de uma ex-servidora municipal registrar boletim de ocorrência denunciando assédio moral e sexual.
De acordo com o registro policial, os fatos teriam ocorrido ao longo de 2025, nas dependências da Prefeitura de Cuiabá, em um contexto de subordinação hierárquica.

Ao comentar a reação do Legislativo, Brunini disse não perceber o mesmo vigor investigativo quando os alvos são vereadores. Ele citou a Operação Gorjeta, que apurou desvio de emendas parlamentares, inclusive com transferências via Pix entre um vereador e um instituto que realizava atividades esportivas no município. “Não vejo o mesmo ímpeto para investigar a situação do Chico 2000. Essa motivação seletiva vai ficar evidente quando a abertura dessa investigação for colocada em votação”, afirmou.

O prefeito também mencionou episódio envolvendo a vereadora Maysa, que levou à tribuna da Câmara uma pessoa acolhida pelo Instituto Lírios, entidade que, segundo ele, é coordenada por alguém que atuou como coordenadora de campanha da parlamentar. Brunini afirmou que, à época, houve esforço dos vereadores para “compreender” a situação.
Ele acrescentou que o Instituto Lírios recebeu cerca de R$ 4 milhões em contrato com o Ministério da Agricultura e Pecuária, chefiado pelo ministro Carlos Fávaro, para ações itinerantes no interior de Mato Grosso. “Tenho dúvidas se é pré-campanha eleitoral ou se é de fato uma ação do instituto. Há preocupações que também deveriam ser investigadas”, declarou.

Comissão especial e investigações

Brunini defendeu a criação de uma comissão especial, proposta pela vereadora Doutora Mara, para acompanhar o trabalho da Polícia Civil. O prefeito informou ainda que denúncias anteriores envolvendo o secretário haviam sido encaminhadas ao Ministério Público e à Polícia Judiciária, mas foram arquivadas por ausência de provas.

Com o registro formal do boletim de ocorrência, segundo ele, uma nova investigação deverá ser instaurada. “O Ministério Público decidiu com base nos fatos que tinha naquele momento. Diante de novas circunstâncias, acredito que haverá novas apurações”, disse.

Ao final, o prefeito reforçou a cobrança por critérios iguais nas apurações. “Há muitas situações que a Câmara deveria abrir para investigar. A indignação não pode ser seletiva”, concluiu.

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