EFEITO OPERAÇÃO GORJETA
Fellipe Corrêa retorna à Câmara e anuncia exonerações em massa: “de volta para casa”
Renato Ferreira
O suplente Fellipe Corrêa (PL) assumiu oficialmente, na manhã desta quinta-feira (12), uma cadeira na Câmara Municipal de Cuiabá, em substituição ao vereador Chico 2000 (sem partido), afastado por 60 dias por decisão da Justiça no âmbito da Operação Gorjeta.
A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apura um suposto esquema de “retorno” de emendas parlamentares destinadas a institutos e empresas. Esta é a segunda vez, nesta legislatura, que Corrêa ocupa o posto deixado por Chico 2000, que já havia sido afastado anteriormente durante a Operação Perfídia.
Logo após tomar posse, Corrêa afirmou que deverá promover a exoneração de 100% dos servidores ligados ao gabinete do vereador afastado. Segundo ele, a medida será necessária diante do novo cenário administrativo.
“Em outra ocasião eu tive essa sensibilidade, até porque todos são seres humanos, têm família. Contudo, diante desse afastamento e de todo o contexto que envolve a investigação, entendo que precisamos reestruturar o gabinete. Ainda vamos avaliar, porque estou chegando agora e preciso conversar com a equipe”, declarou.
O parlamentar contou que foi comunicado na noite anterior sobre a convocação para assumir o cargo. Até então, ocupava a Secretaria Municipal de Relações Institucionais na Prefeitura de Cuiabá. Ele avaliou a experiência no Executivo como positiva, mas ressaltou o significado do retorno ao Legislativo.
“Durante o tempo em que estive no Executivo, adorei a experiência. Contribuí com a minha cidade e com a gestão, o que me deixa muito feliz. Mas voltar para o Parlamento é como voltar para casa”, afirmou.
Questionado se esperava retornar à Câmara diante do afastamento de Chico 2000, Corrêa evitou qualquer juízo de valor. “Desejo é uma palavra forte. Eu não desejo mal a ninguém. Fico feliz de estar retornando, mas a Justiça agora tomará as providências que entender necessárias”, disse.
Ele também destacou que já havia se posicionado anteriormente para não integrar eventual comissão processante contra o colega afastado. “A processante tem o objetivo de julgar o vereador. Eu não participei. Fui convocado apenas ontem para tomar posse hoje”, pontuou.



