ENCERRADA ETAPA TÉCNICA
Novo exame de DNA confirma estupro cometido por investigador em delegacia de Sorriso
Muvuca Popular
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Mato Grosso confirmou, por meio de um novo exame de DNA, que houve conjunção carnal entre um investigador da Polícia Civil e uma mulher que estava sob custódia na Delegacia de Sorriso (420 km ao norte de Cuiabá). O resultado pericial aponta Manoel Batista da Silva como autor do crime de violência sexual.
A confirmação veio após a conclusão de dois exames complementares. O primeiro foi realizado pela Politec de Sorriso e o segundo pela Diretoria Metropolitana de Laboratório Forense, em Cuiabá. O laudo final identificou o DNA do agressor em material biológico coletado da vítima, reatestando a ocorrência do crime.
No primeiro exame, feito três dias após os fatos, não haviam sido identificados vestígios externos visíveis que caracterizassem a violência sexual. À época, o laudo apontava ausência de sinais recentes de conjunção carnal ou de lesões externas ou genitais.
No entanto, a nova análise, baseada no material biológico coletado e na comparação genética, confirmou a presença do DNA do investigador, comprovando a relação sexual e fortalecendo a linha de investigação criminal.
Com o resultado conclusivo, a perícia encerrou a etapa técnica do caso, que agora segue no âmbito das investigações policiais e judiciais.
Caso
As investigações começaram na primeira quinzena de dezembro de 2025, após a Delegacia de Sorriso receber uma requisição do Ministério Público relatando que uma mulher teria sido abusada sexualmente dentro da própria unidade policial, enquanto estava presa.
A vítima foi detida por envolvimento em um homicídio em Sorriso. Durante a apuração, a própria delegacia representou pela revogação da prisão temporária para que ela respondesse em liberdade até a conclusão do inquérito do homicídio, que segue em andamento.
Posteriormente, a mulher teve outro mandado de prisão preventiva expedido, pelos crimes de tortura e organização criminosa. Atualmente, ela é considerada foragida.



