SEM FUTURO
Mendes rebate discurso ideológico e lembra apoios de Wellington a Lula e ao PT
Kamila Arruda e Renato Ferreira
O governador Mauro Mendes (União Brasil), rebateu nesta terça-feira (3) as declarações do senador Wellington Fagundes (PL) sobre a representatividade da direita no estado, classificando o debate como um “discurso ideológico esvaziado” que pouco contribui para a população.
A reação do chefe do Executivo veio após Wellington que o Partido Liberal seria atualmente o principal representante do campo conservador em Mato Grosso, citando a filiação do ex-presidente Jair Bolsonaro e a liderança do senador Flávio Bolsonaro como exemplos. O parlamentar também revelou ter recebido aval da direção nacional do PL e do ex-presidente para disputar o governo estadual nas eleições de 2026, com uma reunião prevista para sábado (7) em Brasília.
Mauro Mendes contestou a narrativa de Fagundes, lembrando que o senador já esteve aliado a políticos ligados à esquerda em campanhas anteriores, incluindo o apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao deputado estadual Lúdio Cabral, em Cuiabá.
“Classificar partidos ou lideranças como de direita ou esquerda não resolve problemas concretos da população. O debate ideológico não deve ser o centro da política em Mato Grosso”, afirmou o governador.
Mendes evitou comentar sobre a possibilidade de união entre União Brasil e PL em uma chapa única ou a construção de uma candidatura consensual no campo conservador, ressaltando que o cenário político ainda está em formação.
Ele também citou a eventual candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), observando que, se assumir o comando do Executivo, terá condições de disputar a eleição já na posição de governador, fortalecendo seu protagonismo político.
Mauro Mendes ainda destacou os avanços de sua gestão, citando melhorias na infraestrutura e o equilíbrio das contas públicas, e reforçou que as discussões eleitorais devem ser conduzidas com cautela. “Conjecturas, possibilidades políticas e eleitorais sempre existem, mas vamos conversando e ver o que acontece”, disse o governador.



