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A CASA CAIU

Operação Smoke desmantela esquema de ‘venda de influência’ com advogados; 15 mandados cumpridos

Muvuca Popular

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4), a Operação Smoke para desarticular um suposto esquema criminoso envolvendo advogados e um bacharel em Direito, investigados por exploração de prestígio e associação criminosa em Cuiabá.

Ao todo, foram cumpridas 15 ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias da Capital. As medidas incluem três mandados de busca e apreensão, três determinações de medidas cautelares diversas da prisão e nove quebras de sigilos bancário, fiscal e telemático.

Os alvos são dois advogados regularmente inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil e um bacharel em Direito. A OAB acompanhou o cumprimento das buscas nos endereços ligados aos profissionais, em respeito às prerrogativas legais da advocacia.

As ordens foram executadas nos bairros Pico do Amor, Santa Rosa e Residencial Coxipó, em Cuiabá.

Esquema prometia decisões judiciais favoráveis

De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Estelionato da Capital, o grupo abordava familiares de pessoas presas e oferecia suposta facilitação de decisões judiciais. Os investigados alegavam ter influência sobre membros do Poder Judiciário e prometiam resultados favoráveis nos processos.

Em troca, exigiam pagamentos elevados, sob a justificativa de que os valores seriam destinados a terceiros com capacidade de interferir nas decisões judiciais. As tratativas ocorriam tanto em encontros presenciais quanto por aplicativos de mensagens, sempre com orientação para manter absoluto sigilo.

Tornozeleira eletrônica e restrições judiciais

Além das buscas, o Judiciário determinou a aplicação de medidas cautelares, como comparecimento periódico em juízo, proibição de contato entre os investigados e testemunhas, impedimento de deixar a comarca sem autorização e entrega de passaporte.

Os investigados também passaram a ser monitorados por tornozeleira eletrônica. A Polícia Penal de Mato Grosso deu apoio à operação e realizou a instalação imediata dos dispositivos, com o objetivo de garantir o controle dos deslocamentos e evitar a continuidade das práticas criminosas.

As quebras de sigilo autorizadas pela Justiça permitirão aprofundar a análise das movimentações financeiras e das comunicações mantidas pelo grupo, buscando identificar a origem e o destino dos valores supostamente obtidos.

“Venda de fumaça”

O nome da operação faz referência à expressão que associa o crime de exploração de prestígio à chamada “venda de fumaça” — prática em que o agente promete influência inexistente ou indevida junto a autoridades públicas, oferecendo vantagem ilusória em troca de dinheiro.

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