A CASA CAIU
Esquema de sextorsão em MT tem 15 vítimas identificadas; número pode crescer
Muvuca Popular
O número de vítimas do esquema de “sextorsão” desarticulado pela Polícia Civil de Mato Grosso pode ser muito maior do que o inicialmente identificado. A revelação foi feita nesta quarta-feira (4) pelo delegado Antenor Pimentel, durante a deflagração da Operação Véu. Segundo ele, embora 15 vítimas já tenham sido formalmente reconhecidas, há fortes indícios de que o total de pessoas extorquidas ultrapasse esse número e alcance diferentes regiões do país.
Até o momento, a investigação confirmou vítimas em vários estados. “Temos cerca de 15 vítimas identificadas, mas os indícios apontam que esse número é bem maior. Estamos falando de pessoas em diversas partes do Brasil”, afirmou o delegado.
A principal investigada é Bruna de Freitas, uma estudante de Direito, moradora de Tangará da Serra, presa preventivamente na operação. Conforme a apuração, ela abordava vítimas em sites de relacionamento — especialmente casais —, obtinha imagens íntimas e dados pessoais e, a partir disso, montava um dossiê digital detalhado. O material reunia fotos, perfis em redes sociais e informações profissionais, que eram usados como instrumento de ameaça.
“Ela editava o conteúdo íntimo com dados como local de trabalho e redes sociais, e enviava às vítimas exigindo pagamento para não divulgar. Era uma estratégia de forte pressão psicológica”, explicou Pimentel.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam arquivos digitais e um caderno com anotações relacionadas às extorsões. Parte do material, segundo a investigação, chegou a ser enviada a terceiros e até a familiares das vítimas quando os valores exigidos não eram pagos.
Além da prisão da estudante, a Justiça autorizou busca e apreensão em um endereço em Alta Floresta, ligado a um suspeito que se apresentava como “hacker” e “designer gráfico”. Ele é investigado por possível participação na obtenção de dados pessoais e na produção do material utilizado nas ameaças.
A Polícia Civil orienta que possíveis vítimas procurem a delegacia para registrar ocorrência. As investigações seguem em andamento para identificar outros lesados e eventuais envolvidos no esquema.



