EM SINOP
Corpo de detento é exumado para esclarecer morte suspeita dentre do presídio Ferrugem
Kamila Arruda
Quase um ano após a morte de um detento dentro do presídio Ferrugem, em Sinop, o caso volta ao centro das investigações com a realização de novos exames periciais. O corpo de Walmir Paulo Brackmann foi exumado e transferido para Cuiabá na última quinta-feira (20), onde passará por análises mais detalhadas.
Na época do óbito, em maio do ano passado, exames iniciais não conseguiram apontar a causa da morte, que acabou sendo registrada como indeterminada. Agora, a expectativa é de que uma nova abordagem técnica, mais aprofundada, possa esclarecer o que de fato ocorreu dentro da unidade prisional.
A perícia ficará a cargo de especialistas em antropologia forense, que irão examinar os restos mortais em busca de possíveis indícios de agressões ou outros fatores que possam ter contribuído para a morte. Entre os recursos utilizados está uma tecnologia de escaneamento avançado, capaz de identificar marcas e lesões não detectadas anteriormente.
A reabertura da análise foi determinada pela Justiça após o surgimento de relatos que levantam suspeitas sobre a atuação de agentes no episódio. Testemunhos indicam que o detento pode ter sido submetido a ações com uso de spray de pimenta antes de morrer.
Como parte das medidas para garantir a lisura das investigações, também foi determinado o afastamento de policiais penais que atuavam na unidade. A decisão busca evitar qualquer tipo de interferência ou intimidação de possíveis testemunhas.
O novo laudo pericial será fundamental para o andamento do inquérito, que investiga não apenas a morte do detento, mas também possíveis práticas de violência dentro do presídio. Ainda não há prazo para a conclusão dos exames.



