Tribunal do crime termina em execução e rende mais de 100 anos de prisão a quatro réus
Muvuca Popular
Quatro integrantes de uma facção criminosa foram condenados pelo Tribunal do Júri da Comarca de Guiratinga, a 330 km de Cuiabá, por crimes de homicídio qualificado, tortura mediante sequestro e participação em organização criminosa armada. As penas somadas ultrapassam 103 anos de prisão, todas a serem cumpridas em regime fechado.
As condenações foram definidas nesta quarta-feira (25), após julgamento que reconheceu a atuação organizada do grupo na execução de um homem acusado de descumprir regras impostas pela facção.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu em novembro de 2024 e teve como vítima Cidiclei Pereira Pinheiro. Ele foi sequestrado pelos criminosos, levado para uma residência no bairro Areão e submetido a agressões físicas intensas, com mãos e pés amarrados.
Durante a ação, a vítima foi espancada com socos, chutes e tapas, em uma sessão de tortura conhecida como “salve”, prática comum em organizações criminosas para punir supostas infrações internas.
Após as agressões, o grupo transportou a vítima até uma área de mata na estrada da Taboca. No local, mesmo imobilizado e sem possibilidade de defesa, o homem foi executado com disparos na cabeça.
O Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e a autoria dos crimes, acatando as teses apresentadas pelo Ministério Público. Com isso, os réus receberam penas individuais que variam de mais de 21 a quase 30 anos de prisão.
A decisão determina o início imediato do cumprimento das penas. O caso reforça a atuação de facções criminosas no interior do estado e a resposta do Judiciário diante de crimes com elevado grau de violência.


