SESSÃO EM ABRIL
Acusado de matar ex-jogador da seleção brasileira de vôlei enfrenta Tribunal do Júri dia 14
Muvuca Popular
O julgamento de Idirlei Alves Pacheco, de 40 anos, acusado de assassinar o ex-jogador da seleção brasileira de vôlei Everton Fagundes Pereira da Conceição, está marcado para o dia 14 de abril de 2026, às 9h, no Fórum de Cuiabá. O júri será presidido pela juíza Mônica Catarina Perri de Siqueira. O crime foi cometido em julho de 2025.
O réu está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE) e responde por homicídio qualificado, além de outros crimes conexos. Segundo as investigações da Polícia Civil, o assassinato ocorreu em julho e teria sido motivado por questões passionais.
De acordo com o inquérito, a vítima mantinha proximidade com o acusado e com a ex-companheira dele, com quem teria iniciado um relacionamento amoroso. A situação teria desencadeado comportamentos possessivos e ciumentos por parte de Pacheco, que não aceitava o fim da relação. A mulher, inclusive, já havia registrado boletim de ocorrência e solicitado medidas protetivas semanas antes do crime.
As apurações indicam que, no dia do homicídio, o acusado teria atraído a vítima sob o pretexto de pedir ajuda para guardar um veículo. Durante o trajeto, Everton foi rendido e obrigado a dirigir sob ameaça. Em determinado momento, após uma colisão, ele foi atingido por três disparos de arma de fogo. O suspeito fugiu em seguida.
Após ser preso, Pacheco confessou o crime, mas negou motivação por ciúmes, alegando suposta extorsão por parte da vítima – versão que não foi confirmada pela investigação.
O inquérito foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário, permanecendo o réu em prisão preventiva durante a tramitação do processo. Ele responde pelos crimes previstos no artigo 121, parágrafo 2º, incisos I, III e IV (homicídio qualificado), além dos artigos 148 (sequestro e cárcere privado) e 344 (coação no curso do processo) do Código Penal.


