DEU RUIM
MC Mestrão é mantido preso por ligação com facção, ocultação de veículos roubados e apologia ao crime
Muvuca Popular
O cantor Odanil Gonçalo Nogueira da Costa teve a prisão mantida pela Justiça após audiência de custódia realizada nesta terça-feira (31), em Cuiabá, poucas horas depois de ser detido durante a Operação Ruptura CPX.
A decisão foi proferida pela juíza Henriqueta Fernanda de Lima, que homologou o cumprimento do mandado de prisão e determinou a permanência do investigado sob custódia.
MC Mestrão foi preso sob suspeita de envolvimento com uma facção criminosa. Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam que o artista mantinha contato com integrantes de alto escalão da organização, frequentava locais utilizados como pontos de encontro do grupo e, ainda, teria prestado apoio logístico, incluindo a ocultação de veículos de origem ilícita.
As apurações indicam que, além de um suposto envolvimento em negociações e ocultação de veículos roubados, o cantor passou a ser investigado também pelo conteúdo de suas músicas. De acordo com a polícia, as composições apresentariam referências diretas à estrutura interna e ao funcionamento da organização criminosa.
Ainda conforme os investigadores, as letras atribuídas a MC Mestrão não se limitariam a alusões genéricas ao universo do crime, mas incluiriam menções específicas a integrantes, lideranças e normas internas da facção, abordando temas como hierarquia, disciplina e sanções internas.
Entre os exemplos citados está a música “Brigou, é Salve”, que traria referências ao chamado “disciplina” e à dinâmica de ordens dentro do grupo. Trechos da canção mencionariam punições para quem descumpre regras, além de possíveis represálias a rivais.
Durante a audiência, o Ministério Público se manifestou pela manutenção da prisão. A defesa informou que apresentaria manifestação por escrito nos autos.
Ao analisar o caso, a magistrada considerou que a prisão ocorreu dentro da legalidade e manteve o investigado detido. O processo segue em andamento.


