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PF E IBAMA

Megaoperação na TI Sararé já soma 67 presos e ganha destaque no Jornal Nacional

Muvuca Popular

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A ação do  Governo Federal contra o garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, no oeste de Mato Grosso, já resultou na prisão de 67 pessoas e ganhou repercussão nacional ao ser destaque no Jornal Nacional, na edição de sexta-feira (3). A ação expõe a dimensão de um esquema cada vez mais estruturado e impulsionado pela alta no preço do ouro.

Iniciada em 30 de março, a operação de desintrusão tem como objetivo retirar garimpeiros ilegais e desmantelar estruturas utilizadas na exploração clandestina dentro do território indígena, que abrange áreas dos municípios de Pontes e Lacerda, Conquista d’Oeste, Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade.

A ofensiva é coordenada de forma integrada por diversos órgãos federais, entre eles Ibama, Ministério dos Povos Indígenas, Funai, Ministério da Defesa, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional, Abin, AGU, Casa Civil e Censipam. Apenas nos dois primeiros dias de incursões, 51 pessoas foram presas.

Com cerca de 67 mil hectares, a Terra Indígena Sararé é habitada pelo povo Nambikwara, distribuído em sete aldeias. Nos últimos anos, o território tem sofrido forte pressão do garimpo ilegal. Estima-se que aproximadamente 4.200 hectares já tenham sido impactados pela atividade, com danos como desmatamento, contaminação de rios e degradação ambiental.

O avanço do garimpo está diretamente ligado à valorização do ouro no mercado internacional. Apenas no último ano, o metal registrou alta de cerca de 60%, tornando a atividade ilegal ainda mais lucrativa e atraente para organizações criminosas.

Desde 2023, o Ibama intensificou as ações de fiscalização na região. Nesse período, foram realizadas mais de 420 operações, que resultaram na desativação de cerca de mil acampamentos ilegais. Também foram apreendidas e inutilizadas 513 escavadeiras hidráulicas utilizadas no garimpo.

Ao todo, o prejuízo estimado às estruturas ilegais chega a aproximadamente R$ 700 milhões. As autoridades afirmam que a operação seguirá por tempo indeterminado, com foco na retirada completa dos invasores e na recuperação da área degradada, garantindo a proteção do território e dos povos indígenas.

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