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Pivetta anuncia meta de 60 mil casas e prioriza mulheres em vulnerabilidade no Ser Família

Renato Ferreira

Ao assumir o comando do Executivo estadual, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) anunciou uma nova meta para o programa habitacional Ser Família: a construção de 60 mil moradias em Mato Grosso, com prioridade para mulheres em situação de vulnerabilidade.

A proposta amplia o alcance da política iniciada na gestão do ex-governador Mauro Mendes, quando cerca de 40 mil unidades habitacionais foram viabilizadas.

Segundo Pivetta, o Estado já prepara os aportes necessários para garantir os subsídios que viabilizarão as novas moradias. “Vamos depositar, nos próximos dias e meses, os valores necessários para subsidiar a construção de 60 mil casas”, afirmou.

O governador destacou que parte significativa das unidades será destinada a mulheres em situação de vulnerabilidade social, especialmente mães solo sem acesso à moradia. “A prioridade será para mulheres que precisam da mão forte do Estado para ter uma vida mais tranquila”, disse.

Além da política habitacional, Pivetta também anunciou a criação de programas voltados à autonomia feminina, com foco em jovens a partir dos 14 anos. A proposta prevê o estímulo à contratação como menor aprendiz em órgãos públicos estaduais e municipais, além da criação de cotas para incentivar a inserção dessas jovens no mercado de trabalho.

“Queremos dar oportunidade para que essas meninas comecem cedo, tenham renda, autonomia e capacidade de decidir sobre a própria vida”, pontuou.

O plano inclui ainda programas de qualificação profissional voltados ao público feminino, com o objetivo de ampliar a independência econômica e reduzir vulnerabilidades sociais.

Pivetta também relacionou as políticas de inclusão e autonomia feminina à prevenção da violência contra a mulher. Segundo ele, o enfrentamento ao feminicídio passa pela criação de oportunidades desde cedo. “Esse tipo de crime ocorre, muitas vezes, dentro de ambientes privados. A prevenção está em investir na vida da mulher desde o início, garantindo autonomia e dignidade”, afirmou.

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