PÓS JANELA PARTIDÁRIA
PL mantém maior bancada, União encolhe e MDB zera representação federal em MT
Renato Ferreira
Com o fim da janela partidária, o cenário das bancadas federais de Mato Grosso foi redesenhado: o PL se manteve como a maior força do estado na Câmara dos Deputados, o União Brasil perdeu espaço e teve sua bancada reduzida, enquanto o MDB saiu zerado, sem nenhum representante federal.
Mesmo com a saída do deputado federal Nelson Barbudo, o PL continua liderando em número de parlamentares. Permanecem na sigla a deputada federal coronel Fernanda e os deputados federais Rodrigo da Zaeli e José Medeiros. Além disso, o partido ainda se fortaleceu durante a janela com a chegada do deputado federal coronel Assis, que deixou o União Brasil. No entanto, a sigla não deve contar com os votos de José Medeiros para ajudar a chapa proporcional, já que o deputado é pré-candidato ao Senado.
Já o União Brasil sofreu um encolhimento. A sigla, que antes contava com dois deputados federais, agora tem apenas um nome após a saída de coronel Assis. Fábio Garcia deixou a Casa Civil do Governo de Mato Grosso e retornou ao mandato na Câmara, garantindo a representação do partido.
O MDB foi o mais impactado pela janela partidária. A legenda perdeu toda a sua bancada federal: Juarez Costa se filiou ao Republicanos, enquanto Emanuelzinho migrou para o PSD.
Com a nova configuração, o cenário para as eleições de 2026 tende a ser mais fragmentado. A disputa pelas oito vagas de deputado federal em Mato Grosso começa pelo quociente eleitoral, estimado atualmente entre 200 mil e 220 mil votos. Partidos que atingirem pelo menos 80% desse número, cerca de 180 mil votos, ainda podem disputar as sobras, desde que seus candidatos tenham votação mínima individual de 20% do quociente.
Nos bastidores, a avaliação é de que nenhuma sigla deve ter força suficiente para eleger três deputados federais em 2026, o que aumenta o peso das alianças e das estratégias partidárias na corrida eleitoral.


