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Como o avanço da regulamentação impacta a maturidade organizacional do setor de apostas 

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O avanço da regulamentação do mercado de apostas no Brasil marca um divisor de águas para o setor. Se antes o crescimento era guiado por oportunidade e velocidade, agora ele passa a exigir consistência, governança e, principalmente, maturidade organizacional. Na prática, isso significa que não basta apenas crescer. É preciso crescer com estrutura.

Os números ajudam a dimensionar esse novo momento. Um estudo da LCA Consultores e da Cruz Consulting, em parceria com a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), aponta que o setor já gerou mais de 10 mil empregos diretos e cerca de 5,5 mil indiretos no Brasil. Além disso, foram formalizadas 67 novas ocupações, desde analistas de risco até desenvolvedores de sistemas, com uma projeção de crescimento de 20% em 2026.

Esse cenário evidencia que estamos falando de um mercado em expansão e que está se estruturando de forma definitiva dentro da economia brasileira.

Dentro das operações, esse movimento se traduz em uma pressão direta sobre a organização das empresas. Nos últimos meses, tenho acompanhado de perto essa transformação. Entre o final de setembro e o início de outubro de 2025, a operação da Luck.bet mais que dobrou seu quadro de colaboradores. Tivemos um aumento superior a 120%. 

O crescimento acelerado, especialmente em mercados em transformação, não acontece sem ajustes. O acréscimo na equipe vem acompanhado de um processo natural de reorganização interna, que inclui revisão de perfis, reposições estratégicas e uma busca constante por alinhamento entre cultura, competências e objetivos do negócio. 

Esse é um ponto importante: em um setor como o de iGaming, onde as regras mudam com frequência e novas diretrizes surgem a todo momento, a capacidade de adaptação se torna um ativo estratégico. E sabemos que a adaptação não acontece de forma espontânea, ela precisa ser construída. É aí que entra o papel central dos recursos humanos.

O desafio vai além da contratação de profissionais e passa a ser como estruturar. Criar processos, definir critérios, desenvolver lideranças e, principalmente, manter equipes engajadas em um ambiente que exige resiliência constante. A cada nova regulamentação, o cenário muda, e cabe ao RH garantir que a organização consiga ajustar rotas sem perder eficiência.

Outro ponto relevante é que a regulamentação também reposiciona a percepção do próprio setor. Ao gerar empregos, criar novas funções e estabelecer regras claras de operação, o mercado passa a ocupar um espaço mais sólido dentro da economia formal. Isso exige, naturalmente, um nível mais elevado de profissionalização interna.

A gestão de pessoas, nesse contexto, deixa de ser um diferencial e passa a ser uma condição básica para competir,  se manter e crescer.

O que estamos vendo agora é o início de um novo ciclo. Um mercado que sai de uma lógica mais informal e caminha para um modelo mais estruturado, transparente e sustentável. E, nessa moldura, as empresas que conseguirem organizar suas operações – de dentro para fora – terão uma vantagem competitiva clara.

Por Wesley Pires, gerente de Recursos Humanos da Luck.bet

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