ABSURDO
Foragido por homicídio é preso após manter mulher em cárcere privado e pular do 3º andar
Muvuca Popular
Um homem de 36 anos, foragido da Justiça por homicídio no estado do Pará, foi preso na noite desta sexta-feira (24), em Várzea Grande, após manter a companheira, de 28 anos, em cárcere privado e agredi-la dentro de um apartamento no bairro Jardim Aeroporto.
A ocorrência foi registrada por volta das 20h25, após equipes da Polícia Militar serem acionadas via Centro de Inteligência e Monitoramento com a denúncia de violência doméstica. No local, os policiais tentaram contato com a vítima, mas não obtiveram resposta imediata. Durante a ação, foi possível ouvir o suspeito trancando a porta e ordenando que a mulher permanecesse em silêncio.
Em seguida, a vítima começou a pedir socorro, afirmando que estava sendo impedida de sair do imóvel. Diante da situação de flagrante, os policiais arrombaram a porta para cessar a agressão e garantir a segurança da mulher.
Ao entrarem no apartamento, os militares constataram que o suspeito havia fugido ao pular pela janela do terceiro andar. Após buscas nas imediações, ele foi localizado escondido sob um veículo nas proximidades do condomínio.
Durante a abordagem, o homem apresentava lesões no tornozelo e no punho, decorrentes da queda, sendo necessário o acionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ele chegou a se identificar com nome falso e apresentou documento, mas posteriormente confessou a verdadeira identidade e revelou estar foragido por homicídio.
Consulta aos sistemas de segurança confirmou a existência de mandado de prisão em aberto contra o suspeito. Ele também afirmou ter ligação com organização criminosa e alegou posição de liderança no grupo.
A vítima foi socorrida e encaminhada ao pronto atendimento, acompanhada da filha, com lesões na testa e no cotovelo, que, segundo ela, foram causadas pelas agressões.
O suspeito permaneceu sob custódia na unidade de saúde, após ser diagnosticado com politraumatismo, enquanto aguarda encaminhamento à Polícia Civil. O caso foi registrado como lesão corporal, cárcere privado e falsidade ideológica.


