DISPUTA INTERNA
Decisão entre Jayme e Pivetta na Federação está nas mãos de sete nomes, diz Buzetti
Muvuca Popular
A disputa interna da federação entre União Brasil e Progressistas em Mato Grosso ganhou contornos decisivos: apenas sete nomes terão o poder de definir, nas convenções, se o grupo lança candidatura própria com Jayme Campos (União) ou se fecha apoio ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), cenário que também impacta diretamente a escolha do segundo nome ao Senado, onde a primeira vaga já está consolidada para Mauro Mendes (União).
A informação é da senadora Margareth Buzetti (Progressista), que expôs nesta segunda-feira (27) a nova configuração da federação reduziu o poder de decisão a um grupo restrito de sete integrantes, sendo cinco do União Brasil e dois do Progressistas.
“Dentro da federação, as coisas mudaram. São sete nomes que decidem as candidaturas. Não é mais todos os diretores”, afirmou.
Segundo ela, o impasse poderia ter sido evitado com diálogo prévio entre as lideranças, mas acabou sendo empurrado para o momento das convenções, o que amplia a tensão interna.
“Eu acho uma pena que as coisas chegaram a esse ponto. Deveria ter sido conversado antes e decidido antes”, completou.
Racha na direita e risco de fragmentação
A indefinição dentro da federação ocorre em meio a um cenário já fragmentado no campo da direita em Mato Grosso. Além da possível candidatura de Jayme Campos e do apoio a Pivetta, o senador Wellington Fagundes (PL) também se coloca como pré-candidato ao governo.
Caso o impasse se confirme nas convenções, o estado pode ter até três candidaturas competitivas do mesmo espectro político, o que, na avaliação de bastidores, pode abrir espaço para uma terceira via ou até fortalecer adversários.
Apesar disso, Buzetti reforçou que tem posição definida dentro do grupo.
“Eu já defendi o nome dele”, disse, ao declarar apoio a Pivetta, alinhando-se ao projeto político liderado por Mauro Mendes.
Senado entra no jogo
A disputa também envolve a composição da chapa majoritária ao Senado. Buzetti cravou que é a pré-candidata do Progressistas para a segunda vaga.
“A candidata do PP sou eu. Eu sou a candidata do PP. A federação é que precisa decidir o segundo nome”, afirmou.
Ela ainda destacou que a decisão será tomada no âmbito estadual, sem interferência direta das executivas nacionais.
“Quem decide é o estadual. Não é o nacional”, pontuou.
O nome que ocupará a segunda vaga, contudo, deverá ser escolhido apenas após resolver a questão do governo. Isso, porque se Jayme não conseguir o apoio da maioria para disputar o governo do Estado, ele pode buscar a reeleição.
Convenções serão decisivas
A definição final deve ocorrer nas convenções partidárias, onde os sete delegados terão a palavra final sobre o rumo da federação.
“É nas convenções. São sete pessoas que vão decidir”, reforçou a senadora.
Nos bastidores, o clima é de pressão e disputa intensa, com Buzetti admitindo que enfrentou resistência interna ao longo do mandato.
“Recebi várias cotoveladas. Tudo que era importante, eu tinha que sair. Eu sabia pelo Diário Oficial que estava sendo isolada”, revelou.


