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“Confio na Corregedoria”, diz delegada sobre escrivão que divulgou vídeos íntimos
Renato Ferreira
A delegada-geral da Polícia Civil de Mato Grosso, Daniela Maidel, afirmou que a Corregedoria da instituição já adotou providências no caso envolvendo um escrivão investigado por supostamente divulgar conteúdo íntimo na internet utilizando a camisa da corporação.
O caso ganhou repercussão nacional após imagens e anúncios atribuídos ao servidor circularem nas redes sociais e em sites adultos. Nas publicações, um homem aparece usando apenas a camiseta da Polícia Civil, oferecendo supostos serviços mediante pagamento.
Durante entrevista, Daniela Maidel afirmou que a instituição trata situações envolvendo a conduta funcional de servidores com rigor e garantiu que o caso será investigado pela Corregedoria.
“A Corregedoria da Polícia Civil foi acionada e está tomando todas as providências no caso. Nós temos a tradição de sermos bastante rígidos e investigarmos a conduta dos nossos servidores, e nesse caso não vai ser diferente”, declarou.
A delegada-geral ressaltou que os detalhes sobre a investigação ainda não podem ser divulgados, já que o procedimento segue em andamento.
“Os detalhes da investigação, da tipificação e o que realmente aconteceu serão apurados. Eu não posso fornecer detalhes da investigação”, afirmou.
Daniela Maidel também destacou preocupação com a imagem da instituição e disse que a grande maioria dos policiais civis honra o trabalho desenvolvido pela corporação.
“Nós zelamos muito pela imagem da Polícia Civil. É uma questão muito cara para nós, porque trabalhamos muito e a maioria esmagadora dos policiais civis se comporta muito bem, honra a imagem da nossa instituição. Então, toda vez que nos deparamos com uma situação dessa, é claro que fico muito entristecida, mas confio no rigor e na capacidade da Corregedoria”, completou.
O escrivão investigado tem 24 anos e virou alvo de apuração após as imagens viralizarem. Segundo informações divulgadas, os anúncios atribuídos ao perfil mencionavam valores de cerca de R$ 200 por hora, além de descrições de cunho pessoal.
Em nota, a defesa do servidor negou as acusações e questionou a autenticidade das imagens. Os advogados alegam que não há comprovação de que o conteúdo seja verdadeiro e apontam a possibilidade de manipulação digital ou uso indevido da imagem do policial.
A defesa também informou que o escrivão está à disposição das autoridades e que confia na apuração técnica e no devido processo legal.


