NO BAIRRO GOIABEIRAS
Vídeo mostra vigilante armado dentro de casa antes de morrer em ação da PM; Vídeo
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o vigilante Valdevino Almeida Fidelis andando armado dentro da residência onde acabou morto durante uma ação da Polícia Militar, na noite desta segunda-feira (11), no bairro Goiabeiras, em Cuiabá.
As imagens, segundo informações apuradas no local, teriam sido gravadas pela ex-enteada de Valdevino. A jovem teria feito o registro enquanto tentava realizar uma chamada de vídeo para avisar a mãe sobre a situação dentro da casa.
De acordo com a Polícia Militar, as equipes foram acionadas após denúncia de um suposto cárcere privado envolvendo a jovem. Conforme o relato do sargento Mendes, os policiais já tinham acesso aos vídeos antes de chegarem à residência, o que reforçou a suspeita de que havia risco iminente no local.
Ainda segundo a PM, ao entrarem no imóvel, os militares encontraram o vigilante segurando uma arma de fogo. Os policiais afirmam que deram voz de prisão, porém Valdevino teria levado a mão em direção à arma e tentado recuar para dentro da residência, momento em que houve a intervenção policial.
“A princípio, foi informado para as equipes que havia uma pessoa mantida em cárcere privado. Quando a equipe entrou, visualizou ele armado. Houve a intervenção do Estado na tentativa de cessar um possível feminicídio”, afirmou o policial.
A versão apresentada pela corporação, no entanto, é contestada pela família da vítima. A irmã de Valdevino afirmou que ele enfrentava uma crise emocional e tentava cometer suicídio quando a enteada chegou ao imóvel para conversar com ele.
“Meu irmão estava tentando se suicidar e a enteada dele chegou para conversar com ele. Alguém chamou a polícia achando que era cárcere privado, mas isso nunca aconteceu. Ele gostava demais dela, era filha única dele”, declarou a familiar no local da ocorrência.
Valdevino Almeida Fidelis tinha 58 anos e, segundo a família, era funcionário público do Liceu Cuiabano e possuía porte legal da arma. O caso deverá ser investigado pelas autoridades competentes.


