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SORRISO

Defesa diz que delegado preso após atentado enfrentava “grave sofrimento psicológico”

Muvuca Popular

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O escritório Bezerra & Curado Advogados Associados divulgou nota à imprensa nesta sexta-feira (15) afirmando que o delegado da Polícia Civil Bruno França Ferreira, preso após sofrer um atentado a tiros em Sorriso, enfrentava um quadro de “grave sofrimento psicológico” nos últimos meses.

Segundo a defesa, o policial civil vinha passando por uma crise familiar considerada de “alta complexidade”, somada ao desgaste provocado pelos anos de atuação no combate ao crime organizado no município. A nota afirma ainda que a situação teria provocado uma deterioração progressiva da saúde mental do delegado.

Bruno França está preso desde o dia 15 de maio, após os desdobramentos do caso registrado na noite de quarta-feira (13), em Sorriso. O delegado sofreu um ferimento na mão esquerda durante o atentado e precisou passar por procedimento cirúrgico. A unidade médica informou que ele deverá ser submetido a novas cirurgias nos próximos dias, mas segue estável e sob acompanhamento médico.

Familiares acompanham o estado de saúde do delegado, que permanece internado em um hospital particular recebendo apoio da equipe médica e de pessoas próximas.

O atentado ocorreu por volta das 22h, quando o carro conduzido por Bruno França foi atingido por diversos disparos de arma de fogo. Imagens registradas no local mostram marcas de tiros na porta do motorista e também no para-brisa do veículo.

Mesmo baleado, o delegado conseguiu dirigir até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, onde recebeu os primeiros socorros antes de ser transferido para uma unidade hospitalar.

Após denúncias sobre o caso, equipes da Polícia Militar localizaram o investigador Roberto Pinto Ribeiro, conhecido como “Betão”, armado e em estado alterado. Conforme os policiais militares, ele teria feito ameaças antes dos disparos.

Na nota, a defesa também afirma que amigos e colegas de trabalho foram até a residência do delegado para tentar ajudá-lo e sustenta que os fatos que culminaram na prisão em flagrante seriam reflexo do quadro emocional enfrentado por Bruno França. Os advogados ressaltaram ainda que a própria Corregedoria da Polícia Civil teria reconhecido preocupação com a condição psíquica do delegado ao afastar a necessidade de prisão preventiva.

Os advogados informaram que solicitaram medidas cautelares alternativas, como afastamento temporário do cargo, suspensão do porte de arma e acompanhamento psicológico especializado, pedidos que foram deferidos pela Justiça.

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