SARARÉ
Operação destrói mais de 2 mil equipamentos do garimpo ilegal e causa prejuízo de R$ 83 milhões
Muvuca Popular
Uma megaoperação federal para expulsar garimpeiros ilegais da Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, já provocou prejuízo superior a R$ 83,6 milhões às organizações criminosas que atuavam na região. Em oito semanas de ofensiva, mais de 2 mil equipamentos e estruturas usados no garimpo clandestino foram destruídos pelas forças de segurança.
A operação de desintrusão é coordenada pela Casa Civil da Presidência da República e reúne órgãos como Ministério Público Federal, Polícia Federal, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, Fundação Nacional dos Povos Indígenas, Força Nacional e Forças Armadas.
Segundo o balanço divulgado, foram realizadas 897 ações de fiscalização com foco no desmonte da estrutura logística e financeira que sustentava a extração ilegal de ouro dentro da reserva indígena.
Ao longo da operação, as equipes destruíram 24 escavadeiras hidráulicas de grande porte, um trator de esteira, 618 motores estacionários de sucção, 242 geradores de energia, 1.040 mangueiras de alta pressão e 142 acampamentos clandestinos utilizados pelos invasores.
As forças de segurança também eliminaram mais de 57 mil litros de óleo diesel e 4 mil litros de gasolina usados para abastecer o maquinário do garimpo.
Além do combate ambiental, a operação teve foco na proteção das comunidades indígenas afetadas pela atividade criminosa. Ao todo, 4.533 pessoas foram abordadas e 41 suspeitos acabaram presos em flagrante. As equipes apreenderam ainda 755 quilos de explosivos, armas de fogo, munições e 824 gramas de mercúrio bruto, substância tóxica utilizada na separação do ouro e responsável pela contaminação dos rios da região.
O procurador da República Gabriel Infante Magalhães Martins afirmou que a atuação busca garantir proteção permanente à Terra Indígena Sararé e impedir o retorno das organizações criminosas à área.


