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VACINE-SE

Mato Grosso registra aumento na demanda por leitos por causa da influenza A, diz secretário

Nickolly Vilela

Foto: Ministério da Saúde

O secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo, afirmou nesta segunda-feira (25) que Mato Grosso enfrenta aumento na demanda por internações e leitos de UTI devido aos casos de influenza A registrados neste período do ano. Segundo ele, o avanço das síndromes respiratórias já pressiona a rede pública em algumas regiões do estado.

A declaração foi dada durante evento em Cuiabá. De acordo com o secretário, o crescimento dos casos já era esperado por conta do período de maior circulação de vírus respiratórios durante o inverno.

“Esse é o período da onda de casos relacionados à influenza. A gente já vem percebendo um volume grande de casos e isso tem demandado leitos e UTI”, afirmou.

Juliano Melo explicou que algumas regiões começam a apresentar redução no número de notificações, mas o estado ainda mantém um cenário de atenção devido à procura por atendimento hospitalar.

O secretário reforçou que a influenza A é uma doença imunoprevenível e voltou a cobrar maior adesão à vacinação, principalmente entre idosos e crianças, considerados os grupos mais vulneráveis às complicações da doença.

“Nós estamos com cobertura vacinal abaixo do esperado, principalmente entre idosos. Está sobrando vacina e precisamos ampliar a busca ativa dessas pessoas”, disse.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), a recomendação é que os municípios intensifiquem estratégias extramuros, levando vacinação para centros de convivência e locais de maior circulação dos públicos prioritários.

Vacinação entre idosos segue abaixo de 30%

Durante a entrevista, o secretário também demonstrou preocupação com a baixa adesão à vacinação contra a gripe entre idosos, público considerado mais vulnerável às complicações da influenza.

Segundo ele, a cobertura vacinal no grupo segue abaixo de 30% em Mato Grosso.

“Está sobrando vacina e precisamos ampliar a busca ativa dessas pessoas. Os idosos são um dos públicos que mais preocupam pela possibilidade de agravamento”, disse.

Juliano Melo defendeu que os municípios intensifiquem estratégias extramuros, levando a vacinação para centros de convivência e locais frequentados pelos grupos prioritários.

Além dos idosos, a campanha de imunização também contempla crianças, gestantes, trabalhadores da saúde e pessoas com comorbidades.

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