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Após denúncia de lista “estupráveis”, UFMT convoca ato contra misoginia em Cuiabá

Muvuca Popular

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Estudantes, docentes e técnicos administrativos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) realizam no dia 29 de maio, a partir das 16h30, mobilização contra a misoginia e outras formas de violência no ambiente acadêmico, em Cuiabá. O ato ocorre em meio à repercussão de denúncias envolvendo a circulação de uma  lista que classificava alunas como “estupráveis” e ao afastamento de dois estudantes suspeitos de participação no caso.

A mobilização, com concentração na Praça do RU, no Campus Cuiabá, foi organizada por estudantes por meio do Diretório Central dos Estudantes (DCE), com apoio da gestão superior da universidade. A expectativa é reunir diferentes segmentos da comunidade acadêmica, além de movimentos sociais.

O caso ganhou repercussão após denúncias sobre a existência da lista. Em decorrência das investigações internas e apurações em curso, dois estudantes foram afastados da instituição, sendo um do curso de Direito e outro de Engenharia Civil.

Segundo a Polícia Civil, o segundo estudante afastado é filho de um policial federal que teria ido até a universidade e intimidado colegas envolvidos nas denúncias. O policial afirma que o filho estaria sendo alvo de ameaças por parte de outros estudantes e nega irregularidades. Ele foi intimado a prestar depoimento, mas ainda não compareceu à delegacia.

De acordo com o DCE, a concentração inicial ocorrerá na sede da entidade estudantil, de onde os participantes seguirão em passeata pela Avenida Fernando Corrêa, com retorno pela guarita 2.

Além das denúncias de violência de gênero, o ato também deve pautar reivindicações históricas do movimento estudantil, como o aumento de investimentos na educação e a implementação do passe livre estudantil.

A reitora da UFMT, professora Marluce Souza e Silva, afirmou que a misoginia se caracteriza por práticas de preconceito, discriminação e violência contra mulheres, que podem se manifestar em falas, atitudes e humilhações, e reforçou que a participação da gestão no ato representa o posicionamento institucional da universidade diante dos episódios recentes e o compromisso com um ambiente acadêmico seguro, ético e inclusivo.

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