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Fonte: TSE Atualiza em 30s

ESCÂNDALO NA EDUCAÇÃO

Abilio diz que sistema impedia notas abaixo de 7 e aponta possível fraude em boletins da rede municipal

Do local Renato Ferreira

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou nesta sexta-feira (29) que a Prefeitura investiga possíveis irregularidades nos boletins escolares da rede municipal de ensino após a identificação de notas atribuídas à disciplina de informática em escolas que, segundo a gestão, sequer ofertavam a matéria.

De acordo com o prefeito, informações repassadas por diretoras e coordenadoras escolares apontam que o sistema utilizado para lançamento das notas não permitia o registro de médias inferiores a 7.

“A diretora e a coordenadora explicaram para a gente que, por mais que o professor tentasse lançar uma nota inferior a 7, o sistema não permitia fazer esse lançamento”, afirmou.

Abilio também disse que os boletins já chegavam às unidades escolares com uma estrutura previamente definida pela coordenação pedagógica da Secretaria Municipal de Educação.

“O boletim já vinha meio organizado, já vinha meio estruturado pela própria coordenação pedagógica da Secretaria de Educação”, declarou.

Diante das suspeitas, a Controladoria-Geral do Município abriu uma investigação para apurar quem determinou o procedimento e qual era sua finalidade.

Segundo o prefeito, uma das linhas de apuração busca esclarecer se os registros tinham como objetivo criar uma falsa impressão de que a disciplina era oferecida regularmente na rede municipal.

“Nós estamos investigando a mando de quem, qual o motivo e por que isso foi organizado desse jeito. Qual era a intenção? Era fraudar uma informação sobre a informática nas escolas municipais de Cuiabá? Era tentar enviar para o Ministério da Educação uma informação inverídica?”, questionou.

Abilio afirmou ainda que o problema foi identificado em todas as escolas da rede municipal e que os indícios levantados até o momento apontam que a situação ocorreu apenas neste ano.

Questionado se a prática também existia na gestão anterior, o prefeito respondeu que a irregularidade foi detectada somente em 2026.

“Apenas no ano de 2026”, disse.

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