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Abilio vê hipocrisia do PT em debate levantado por Edna sobre candidatura ao Senado

Muvuca Popular

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), reagiu às declarações da ex-vereadora Edna Sampaio (PT) sobre a formação da chapa da esquerda para as eleições de 2026 e acusou o Partido dos Trabalhadores de praticar “hipocrisia” ao discursar em defesa da representatividade, mas apoiar candidaturas que não refletem esse discurso.

A manifestação ocorreu após Edna questionar a condução do processo interno que deve resultar no apoio do campo progressista ao ex-governador Pedro Taques (PSB) para uma das vagas ao Senado. Em vídeo divulgado nas redes sociais, a petista afirmou que seu nome foi colocado à disposição do partido por lideranças e militantes que defendiam uma candidatura majoritária do PT, mas que a discussão acabou sendo deslocada para instâncias nacionais.

Ao comentar o episódio, Edna afirmou que a resistência enfrentada por sua pré-candidatura reflete estruturas que historicamente dificultam o acesso de mulheres negras aos espaços de poder. Segundo ela, a decisão evidencia a falta de representatividade efetiva dentro da política mato-grossense e brasileira.

A ex-vereadora também criticou a possível aliança com Pedro Taques, argumentando que o ex-governador não representa os valores da esquerda nem do campo progressista.

A fala provocou reação imediata de Abilio. Em publicação nas redes sociais, o prefeito afirmou que Edna estaria percebendo na prática uma contradição que, segundo ele, acompanha o discurso petista há anos.

“Tá na hora de já ir embora do PT, Edna. Quando vai perceber que sua bandeira só é usada pelo PT?”, escreveu.

Na sequência, Abilio listou possíveis candidaturas apoiadas pela esquerda em Mato Grosso e afirmou que os principais espaços de disputa seriam ocupados por políticos brancos. Ao final da publicação, resumiu sua crítica em uma frase direta:

“O PT é hipocrisia pura.”

Para o prefeito, o caso reforça uma distância entre o discurso de inclusão defendido pela legenda e as escolhas políticas feitas durante a construção das chapas eleitorais. Já Edna sustenta que o episódio evidencia a necessidade de ampliar a participação de mulheres negras nos espaços de decisão e representação política.

O embate acrescenta novos capítulos à disputa interna da esquerda mato-grossense e antecipa debates que devem ganhar força na corrida eleitoral de 2026.

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