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SEGURANÇA PÚBLICA

Pivetta critica postura do Brasil e defende PCC e CV como grupos terroristas

Muvuca Popular

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que faltou coragem ao governo brasileiro para enquadrar organizações criminosas como grupos terroristas e defendeu que o país adote uma postura mais rígida no combate às facções. A declaração foi dada ao comentar a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.

Para Pivetta, a medida anunciada pelo governo americano não representa interferência internacional, mas evidencia uma ação que, segundo ele, o Brasil deixou de tomar.

“Não há interferência do governo americano. O governo americano está simplesmente considerando essas organizações criminosas como organizações terroristas, porque nós não tivemos a disposição e a coragem de fazer isso a tempo”, disse o gestor estadual na noite desta segunda-feira (1).

Na avaliação do governador, o reconhecimento internacional das facções como grupos terroristas deve pressionar o Brasil a endurecer o enfrentamento ao crime organizado. Pivetta afirmou que o país agora caminha para adotar medidas semelhantes, mas em reação ao movimento externo.

“Agora nós vamos fazer isso aqui a reboque”, acrescentou.

O governador também defendeu que eventuais sanções decorrentes desse novo enquadramento atinjam não apenas integrantes das facções, mas também quem mantém relações econômicas ou políticas com estruturas criminosas.

“Quem contemporiza, quem relativiza e quem faz negócio com o crime organizado tem que ser prejudicado junto com o crime organizado”, completou.

A fala ocorre após o governo do presidente Donald Trump anunciar que PCC e Comando Vermelho passarão a integrar a lista de organizações terroristas estrangeiras dos Estados Unidos a partir de 5 de junho de 2026. Na prática, a medida abre espaço para ampliar bloqueios financeiros, endurecer ações contra o narcotráfico internacional e utilizar instrumentos adicionais de segurança nacional contra as organizações.

A decisão também repercutiu no cenário político brasileiro e ocorreu após reuniões e articulações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, o presidente americano e integrantes da diplomacia dos Estados Unidos.

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