DISPUTA POLÍTICA
Pivetta diz que já mandou adotar medidas legais sobre problemas na MT-170
Muvuca Popular
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que o Governo do Estado já determinou a adoção de medidas legais diante da situação encontrada na MT-170, rodovia estadualizada que se tornou centro de uma disputa política na última semana envolvendo o ex-governador Mauro Mendes (União) e o senador Wellington Fagundes (PL).
Segundo Pivetta, o Estado já acompanhava o cenário da estrada antes da recente repercussão pública, e as providências administrativas e jurídicas foram acionadas após vistorias realizadas no local.
“Já recebi [os dados preliminares] e mandei tomar as providências legais. Já tinha recebido antes disso. Eu já fui lá visitar, inclusive, já rodei em todo o trecho. Desde aquela época, eu mandei tomar as medidas legais. E medidas legais são medidas legais. É triste. Não gostaria, mas foi determinado que fosse feito isso”, declarou.
A manifestação ocorre após o embate político em torno das condições da antiga BR-174, trecho posteriormente incorporado à malha estadual como MT-170. O assunto ganhou força depois que o ex-governador Mauro Mendes (União) e o senador Wellington Fagundes protagonizaram um bate-boca nas redes sociais sobre o tema. A discussão gira em torno de falhas na execução e na durabilidade do pavimento.
Na semana passada, Mendes acusou Fagundes de ter exercido influência política sobre o antigo traçado federal durante anos sem conseguir consolidar as obras estruturantes da rodovia. Na ocasião, Mauro chegou a classificar como “cara de pau” as críticas feitas pelo parlamentar ao processo de retomada da estrada pelo Estado.
Nos bastidores, o governo também passou a endurecer o discurso sobre a qualidade dos serviços executados anteriormente. O próprio Executivo já havia sinalizado que não pretende deixar de responsabilizar eventuais falhas identificadas.
A MT-170 é considerada estratégica para a logística do noroeste mato-grossense por conectar regiões produtoras e servir de corredor para o escoamento da produção. O desgaste precoce do pavimento e os questionamentos sobre a execução da obra abriram espaço para apurações técnicas e possíveis responsabilizações.
Sem detalhar quais medidas já foram determinadas, Pivetta indicou que o governo decidiu avançar pelas vias administrativas e legais após análises realizadas em campo e relatórios preliminares sobre as condições da rodovia.


