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IRONIZOU

“Toda terça tem pedalada da Semob”, ironiza Abilio após acusação de ex-secretário denunciado

Renato Ferreira

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), rebateu as declarações do ex-secretário municipal de Educação, Amauri Monge, sobre uma suposta “pedalada” nas contas da prefeitura e aproveitou para reforçar as denúncias de irregularidades envolvendo contratos da pasta. Em tom de ironia, Abilio transformou o termo em piada ao ser questionado sobre o assunto.

A resposta ocorre após Amauri afirmar, durante sessão na Câmara Municipal, que mais de R$ 100 milhões destinados à Educação teriam sido utilizados para cobrir outras despesas da administração, alterando a percepção das contas públicas. A declaração foi feita em meio à repercussão das denúncias apresentadas pela atual gestão sobre possíveis irregularidades em contratos que podem ultrapassar R$ 80 milhões.

Questionado sobre a acusação, Abilio evitou entrar diretamente no mérito da fala do ex-secretário e respondeu com sarcasmo.

“Essa questão da pedalada eu quero até deixar bem claro: toda terça-feira tem o Pedal da Semob saindo da Orla do Porto. Inclusive, eu pretendo dar uma passada lá hoje”, disse.

Apesar da brincadeira, o prefeito voltou a defender as investigações conduzidas pelos órgãos de controle e destacou que as suspeitas envolvendo a Secretaria de Educação foram levadas ao conhecimento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), do Ministério Público e de outros órgãos fiscalizadores pela própria Prefeitura.

“Se a gente não tivesse falado, ninguém teria feito essa denúncia. Ela surgiu com a nossa gestão. Em vez de esconder algo que identificamos como errado, nós tornamos público e chamamos os órgãos de controle para acompanhar a fiscalização”, afirmou.

Abilio também comentou os erros encontrados em livros adquiridos pela rede municipal de ensino. Segundo ele, as inconsistências identificadas durante vistoria realizada pelo presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, devem ser formalmente apontadas para que as editoras façam as correções necessárias.

“Esses erros precisam ser encaminhados à Controladoria para que a editora faça a correção e a substituição dos materiais que estiverem errados. Esse é o papel dos órgãos de controle”, declarou.

O Tribunal de Contas segue analisando os contratos firmados pela Secretaria Municipal de Educação e irá comparar os materiais adquiridos pela prefeitura com os livros distribuídos gratuitamente pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A auditoria busca verificar a qualidade dos conteúdos e apurar possíveis indícios de sobrepreço, superfaturamento e desperdício de recursos públicos.

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