CLIMA TENSO
Ilde chama Demilson de “puxa-saco” e vereador reage: “vai ter que mostrar conhecimento”
Muvuca Popular
Um bate-boca entre os vereadores Ilde Taques (PSB) e Demilson Nogueira (PP) elevou o tom da sessão da Câmara Municipal de Cuiabá nesta terça-feira (9). O episódio ocorreu durante discussões sobre as investigações envolvendo contratos da Secretaria Municipal de Educação e acabou expondo divergências entre parlamentares da base e da oposição. A denuncia foi feita há cerca de dez dias pelo prefeito da capital, Abilio Brunini, apontando suposto superfaturamento no valor de R$ 80 milhões na gestão Amauri Monge (quando gerenciou a pasta da Educação).
Ao defender a convocação do ex-secretário Amauri Monge e do atual secretário Reginaldo Teixeira para prestar esclarecimentos sobre os contratos da pasta, Ilde criticou colegas que questionam a atuação da Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária. Ilde convidou Amauri, pouco após a denúncia de Abilio, para ir à Casa de Leis.
“Agora é muito fácil o vereador que é puxa-saco do prefeito falar que estamos fazendo cortina de fumaça”, disparou Ilde, direcionando a crítica ao vice-líder do Executivo na Câmara, Demilson Nogueira.
O parlamentar também reforçou que sua atuação está ligada ao compromisso assumido com os eleitores.
“Fui eleito com 4.731 votos e devo satisfação aos meus eleitores. Minha obrigação é fiscalizar e cobrar. É preciso ter coragem para investigar e esclarecer os fatos”, afirmou.
A declaração provocou reação imediata de Demilson. O vereador afirmou que recebia as críticas com tranquilidade e destacou que nenhum parlamentar deve impor aos demais a forma de atuação dentro da Casa.
“Recebo com serenidade e tranquilidade. Aqui ninguém pode dizer como cada vereador deve se comportar. Nós conhecemos cada um e sabemos como cada um atua”, respondeu. “Para ele crescer ele tem que mostrar conhecimento e saber o que ele faz e não ler o que escrevem para ele”.
Demilson ainda sugeriu que o acirramento dos debates está relacionado às articulações para a eleição da Mesa Diretora, marcada para o dia 25 de agosto.
O embate precisou ser interrompido pela presidente da Câmara, Paula Calil, que lembrou aos vereadores que o pequeno expediente era destinado à apresentação de indicações e moções e que o tempo regimental havia sido encerrado. “Aqui não é batida de pé que vai fazer vereador correr”, disse à Paula.


