MONSTRUOSIDADE
Advogada contesta versão do pai: “Olga brincava de boneca e não tinha celular próprio”
Muvuca Popular
A advogada da família de Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, afirmou que o pai da adolescente, Claudinei dos Santos, já possuía histórico de violência contra a mãe da menina e chegou a ser preso por um crime cometido contra ela no passado. A declaração foi dada por Dayane Rodrigues durante entrevista concedida na tarde desta quarta-feira (11), na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Olga foi assassinada no último domingo (7), no bairro Serra Dourada, em Várzea Grande. Após o crime, Claudinei se apresentou à Polícia Civil e alegou que teria se irritado ao ver supostas conversas da filha com um menino no celular. Segundo a versão apresentada por ele, estava sob efeito de álcool quando agrediu a criança até a morte.
De acordo com a advogada, a reaproximação entre pai e filha ocorreu após uma iniciativa do próprio Claudinei, que procurou a mãe da adolescente acompanhado de familiares para pedir uma nova oportunidade de convivência.
“Foi ele quem procurou a família para tentar essa reaproximação. A mãe concordou porque a Olga sempre manifestava o desejo de conhecer melhor o pai e construir esse vínculo”, afirmou Dayane Rodrigues.
Segundo a representante da família, a adolescente nutria carinho pelo pai mesmo sem ter convivido com ele durante boa parte da vida.
“Ela dizia para a mãe que queria muito ter um pai, que amava o pai, mesmo sem ter tido convivência por causa da distância”, relatou a advogada.
Dayane explicou ainda que Olga não costumava pernoitar na casa do pai e que os encontros aconteciam esporadicamente. No dia do crime, a menina participaria de um encontro familiar em um clube, onde conheceria o avô paterno.
“A mãe chegou a buscá-la pela manhã, mas a Olga pediu para ficar porque queria conhecer o avô. Era um momento importante para ela”, disse.
A advogada também questionou a versão apresentada pelo suspeito para justificar o crime. Segundo ela, a mãe da adolescente afirma que a filha não possuía celular próprio e utilizava os aparelhos dos pais quando precisava se comunicar.
“Existem várias hipóteses que precisam ser apuradas. A polícia vai investigar qual foi a real motivação do crime, o que levou o autor a cometer esse ato”, declarou.


