DISPUTA PELO PAIAGUÁS
Fora de pesquisa, Wellington Fagundes estranha ausência e questiona Veritá: “Tem cabimento?”
Renato Ferreira
O senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), criticou a pesquisa do Instituto Veritá, divulgada no início desta semana, que não incluiu seu nome nos cenários eleitorais. O parlamentar questionou a ausência e afirmou que a legislação não permite a exclusão de pré-candidatos que já aparecem nas pesquisas.
O levantamento, que trouxe cenários para o Governo de Mato Grosso e também para o Senado, acabou sendo apagado posteriormente do perfil oficial do Instituto Veritá no Instagram.
“Você concorda, quer dizer, tem cabimento? A lei é obrigada, se você tiver como pré-candidato 1% na pesquisa, as empresas de pesquisa são obrigadas a colocar o seu nome. Como pode suprimir? Estranho não, a lei não permite”, afirmou o senador.
Wellington evitou apontar responsáveis pela ausência do seu nome no levantamento e afirmou que cabe ao próprio instituto explicar os critérios utilizados para definir os nomes apresentados.
“Não sei, aí a empresa tem que responder”, declarou.
Questionado se pretende acionar a Justiça contra a pesquisa, o senador afirmou que o caso está sendo analisado pelo seu departamento jurídico.
“Isso está por conta do Departamento de Justiça, porque olha tanta coisa. Se a gente não delegar também, fica louco”, disse.
A pesquisa Veritá não colocou o nome de Wellington Fagundes nos cenários estimulados, de rejeição e nas simulações de segundo turno, mesmo com o senador sendo tratado como pré-candidato ao Governo de Mato Grosso. O levantamento apresentou nomes como Otaviano Pivetta (Republicanos), Jayme Campos (União Brasil) e Natasha Slhessarenko (PSD).


