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ELEIÇÕES 2026

Mauro admite disputa dura para federal e vê teto de 2 eleitos por sigla; Virgínia é aposta

Do local - Renato Ferreira

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O ex-governador Mauro Mendes (União) admitiu que a corrida por uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026 deve ser uma das mais competitivas dos últimos anos em Mato Grosso e afirmou que, diante do atual cenário político, dificilmente algum partido conseguirá eleger mais de dois deputados federais no Estado. Ao comentar a montagem da chapa da federação União Progressista, ele disse acreditar que o grupo está entre os mais competitivos e tem condições reais de alcançar duas cadeiras.

As declarações foram dadas em meio às articulações finais para definição dos nomes que disputarão o pleito e em um momento em que cresce a expectativa sobre uma eventual candidatura da ex-primeira-dama Virginia Mendes à Câmara Federal.

Segundo Mauro, o desempenho eleitoral dependerá menos de candidaturas isoladas e mais da capacidade de composição das chapas. Ele ressaltou que o processo eleitoral para deputado federal exige soma de votos entre todos os integrantes da legenda para atingir o quociente eleitoral e garantir vagas.

“Hoje, quem entende de política sabe que quem estiver na melhor condição deve fazer dois. É praticamente impossível algum partido fazer mais que dois candidatos”, afirmou na noite desta segunda-feira (15).

O governador classificou a chapa da União Progressista como “bastante robusta” e disse que, na avaliação de analistas e interlocutores políticos, está entre as mais fortes na disputa proporcional, embora tenha ressaltado respeito às demais siglas.

Sobre Virgínia, Mauro confirmou que a possibilidade segue em construção e que a decisão definitiva deve ocorrer nos próximos dias. Segundo ele, a ex-primeira-dama tem intensificado conversas políticas e ampliado articulações por meio de agendas e diálogo com apoiadores.

Para o governador, o cenário indica uma eleição pulverizada, com forte concorrência entre partidos e espaço reduzido para concentrações de votos. Nesse contexto, a formação das chapas passa a ser decisiva para definir quem terá musculatura suficiente para conquistar representação na bancada federal de Mato Grosso.

Nos bastidores, uma eventual entrada de Virgínia na disputa é vista como um movimento capaz de alterar o equilíbrio interno da federação e elevar o nível de competitividade entre os pré-candidatos.

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