ENTREGOU O FILHO
“As mulheres precisam denunciar”, diz mãe de investigado por assédio em Rondonópolis
Muvuca Popular
A venezuelana Jonnymar Edermira, mãe do homem de 25 anos preso por suspeita de importunação sexual contra mulheres em Rondonópolis, afirmou que colaborou com a Polícia Civil após tomar conhecimento das acusações envolvendo o filho. Em entrevista à TV Cidade Record, ela disse não concordar com a conduta atribuída ao jovem e defendeu que vítimas denunciem casos de violência e constrangimento sexual.
O suspeito foi preso na tarde de quarta-feira (17) por investigadores da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM). Ele é apontado como autor de abordagens contra mulheres que realizavam atividades físicas em vias públicas e também é investigado por possível participação em outros casos semelhantes registrados na cidade.
Durante a entrevista, Jonnymar relatou que soube da situação enquanto estava no trabalho, após ser alertada por vizinhos de que vídeos relacionados ao caso circulavam nas redes sociais. Segundo ela, diante da repercussão, orientou o filho a não permanecer na residência da família e, posteriormente, decidiu ajudá-lo a se apresentar às autoridades.
“Quando cheguei do serviço e vi a polícia em casa, liguei para ele e falei que iria buscá-lo para entregá-lo. Se a pessoa faz algo errado, precisa arcar com as consequências”, declarou.
A mãe afirmou ainda que questionou o filho sobre as acusações, mas que ele não confirmou diretamente os fatos. Mesmo assim, ressaltou que não apoia qualquer comportamento que viole os direitos das mulheres.
“Não estou de acordo com isso. Sou mulher, sou mãe e também já fui vítima desse tipo de situação. Não é porque ele é meu filho que vou concordar com algo errado”, disse.
Natural da Venezuela e morando há cerca de oito anos no Brasil, Jonnymar afirmou que sempre procurou transmitir valores de respeito aos filhos e reforçou que a responsabilização deve ocorrer quando houver comprovação dos fatos.
Ao final da entrevista, ela deixou uma mensagem direcionada às mulheres que enfrentam situações de assédio ou importunação sexual. “Que não fiquem caladas. Muitas mulheres têm medo e acabam não denunciando. Eu já passei por isso e sei o quanto é difícil. Por isso, elas precisam procurar ajuda e denunciar”, afirmou.


