OBRA COMPLEXA
Governo prevê conclusão total do complexo do Morro de Santo Antônio somente em 2027
Do local: Renato Ferreira
O complexo turístico do Morro de Santo Antônio, em Mato Grosso, terá sua primeira etapa concluída até o fim de 2026, enquanto a entrega total da obra está prevista para 2027. A informação foi confirmada pela secretária de Meio Ambiente do Estado, Mauren Lazaretti, que destacou que o cronograma segue dentro do planejamento, apesar da complexidade da intervenção em área de preservação.
Segundo a gestora, não houve mudanças estruturais no projeto original, e as intervenções em andamento são apenas ajustes técnicos decorrentes da execução da obra. A proposta mantém a implantação de trilhas com acessibilidade, áreas de convivência e espaços destinados à contemplação no topo do morro.
“Estamos em obra. O objetivo é que possamos inaugurar pelo menos a primeira etapa, com as trilhas, até o final de 2026”, afirmou nesta segunda-feira (22).
O projeto também prevê a criação de trilhas de maior dificuldade, chamadas de “trilhas hard”, voltadas a visitantes que buscam experiências mais exigentes, incluindo atividades de peregrinação religiosa. Além disso, está prevista a implantação de uma praça na parte mais baixa do morro, destinada à realização de eventos e à contemplação da paisagem.
A secretária explicou que a conclusão total da obra deve ocorrer até junho de 2027, embora haja intenção de antecipar a entrega. Atualmente, cerca de 20% do projeto já foi executado, incluindo ações iniciais de infraestrutura mais definitiva.
“Em torno de 20% da obra já foi executada, com início de algumas ações mais definitivas”, enfatizou.
De acordo com Mauren, o ritmo mais lento da obra se deve às exigências ambientais e ao fato de se tratar de uma unidade de conservação, o que exige cuidados técnicos mais rigorosos durante a execução dos serviços.
“É uma obra difícil, que precisa de cuidados ambientais diferenciados. Essas exigências acabam tornando o processo mais demorado e mais cuidadoso”, explicou.
Complexo
O projeto do complexo turístico foi lançado pelo Governo do Estado no fim de 2025, com investimento estimado em R$ 12,2 milhões. Posteriormente, o processo licitatório foi concluído pela Secretaria de Infraestrutura (Sinfra), que firmou contrato no valor de R$ 10,55 milhões com a empresa responsável pela execução das obras e implantação das melhorias estruturais.
A intervenção, no entanto, também foi alvo de questionamentos judiciais. Uma ação civil pública foi ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso após vistoria técnica apontar possíveis danos ambientais na área, incluindo processos de erosão. Em março deste ano, porém, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso suspendeu uma decisão liminar que havia interrompido as obras de pavimentação, terraplenagem e implantação da infraestrutura turística no local, que está fechado ao público desde o início de 2025.
Com a retomada dos trabalhos, o governo estadual mantém a previsão de avançar na estruturação do espaço, que deve se tornar um dos principais pontos turísticos e de visitação religiosa da região.


