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SEM EMPECÍLHOS

Blairo minimiza falta de experiência na disputa pelo governo do Estado

Muvuca Popular

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O ex-governador e ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi afirmou que a falta de experiência no comando do Executivo não deve ser vista como um impeditivo para quem pretende disputar o Governo de Mato Grosso. A declaração vai na contramão do discurso adotado pelo vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que tem apontado a ausência de experiência administrativa do senador Wellington Fagundes (PL) como uma das principais diferenças entre os dois na corrida pelo Palácio Paiaguás.

Ao comentar o tema, Blairo lembrou que também nunca havia ocupado um cargo no Executivo antes de ser eleito governador e afirmou que o aprendizado ocorre no exercício da função.

“Não, eu nunca havia participado de política no Executivo e para mim foi tudo muita novidade. Foi novidade para tudo quanto é lado, todos os dias. Mas quando você não conhece, você tem um desafio diferente de fazer. E quando você já conhece, igual o que está lá, ele já tem que tomar bastante cuidado naquilo como ele se posiciona num pleito eleitoral. Não dá para ele chegar e ficar prometendo coisas que ele já sabe do grau de dificuldade, os limites que o Estado tem, os limites que as leis trazem, que as regras e as normativas trazem no dia a dia”, explicou.

Por outro lado, ele frisa que existe uma diferença significativa entre disputar uma eleição e administrar o Estado. Segundo ele, quem ainda não passou pela experiência do Executivo costuma enxergar menos obstáculos para executar propostas, enquanto quem governa conhece as limitações impostas pela legislação, pelo orçamento e pelos órgãos de controle.

“Quando você disputa uma eleição, você olha como se fosse um teclado de computador e fala assim: ‘Todas essas teclas aqui eu posso apertar e fazer o que eu quiser’. No momento em que você é eleito, já começam a aparecer as dificuldades: ‘não aperta aqui, não faça isso, não pode fazer aquilo’. Então, disputar uma eleição é uma coisa e governar é outra bastante diferente, porque você governa dentro das regras, naquilo que é possível e não naquilo que você imagina que pode ser feito”, explicou.

Questionado se um empresário ou um candidato sem passagem pelo comando de um estado estaria em desvantagem, Blairo descartou essa tese e afirmou que a experiência é construída no exercício do mandato.

“O Estado é uma estrutura pronta, montada, secular. As coisas não aconteceram no Estado porque eu passei como governador e quis que fosse assim. Existe todo um regramento, existem leis, autorizações ou não. Então você tem que viver dentro dessa bolha. Não tem fazer aquilo que eu quero. É fazer aquilo que é possível ser feito”, completou.

O ex-governador ainda ressaltou que o chefe do Executivo precisa atuar em harmonia com os demais Poderes e instituições de controle, como Assembleia Legislativa, Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas.

Embora não tenha citado Wellington Fagundes diretamente, as declarações de Blairo enfraquecem um dos principais argumentos utilizados por Pivetta para diferenciar sua pré-candidatura ao Governo do Estado: o de que possuir experiência na administração pública seria um requisito determinante para comandar Mato Grosso.

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