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DECRETO EM CUIABÁ

Russi critica exigência de lotes mínimos de 200 m² e diz que medida dificulta acesso à moradia

Muvuca Popular

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Max Russi (Podemos), criticou a proposta do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), de ampliar para 200 metros quadrados o tamanho mínimo dos terrenos em novos loteamentos da Capital. O decreto, que acabou suspenso na semana passada, foi defendido pelo prefeito como forma de evitar a precarização da habitação.

Na avaliação de Russi, embora a preocupação com a qualidade dos loteamentos seja legítima, limitar o tamanho dos terrenos pode comprometer o acesso da população de baixa renda à casa própria e dificultar o avanço dos programas habitacionais.

“Entendo a preocupação de não termos terrenos muito pequenos, mas a casa precisa ser acessível para todas as classes. Acho que deve existir um tamanho mínimo, porém limitar os lotes dessa forma acaba dificultando que os programas habitacionais avancem”, afirmou.

Ex-prefeito de Jaciara, o parlamentar disse que sua experiência na administração municipal o levou a concluir que terrenos maiores nem sempre representam melhor qualidade de vida. Segundo ele, um dos principais problemas enfrentados pela gestão era justamente a manutenção desses espaços.

“Falo como quem já foi prefeito. Em Jaciara existem terrenos de 400, 500 e 200 metros quadrados. Os maiores acabavam gerando dificuldades, principalmente no período chuvoso. Muitas vezes o proprietário não fazia a limpeza, acumulava água parada e isso aumentava o risco de dengue”, explicou.

Max Russi também afirmou que a esposa, que atualmente administra o município de Jaciara, não pretende adotar uma medida semelhante.

“Com certeza ela não vai implantar isso. Eu, particularmente, sou contrário”. O presidente da Assembleia defendeu que o poder público priorize políticas habitacionais capazes de atender famílias que ainda não possuem imóvel. Como exemplo, citou um condomínio destinado exclusivamente a idosos entregue na semana passada em Jaciara, composto por moradias compactas, adaptadas e integradas a uma estrutura de lazer, saúde e convivência.

Segundo ele, o modelo demonstra que imóveis menores podem oferecer qualidade de vida quando aliados à infraestrutura adequada.

“A pessoa que não tem casa quer, antes de tudo, um lugar para morar. Muitas famílias pagam aluguel e sonham com um imóvel próprio. Uma casa menor resolve esse problema e, com o tempo, a família amplia, faz outro cômodo e melhora a residência.”

Para o deputado, terrenos de aproximadamente 180 metros quadrados já permitem a construção de uma moradia confortável, mantendo espaço livre para futuras ampliações e até mesmo para uma pequena horta no quintal. “É possível construir uma casa de 40 ou 50 metros quadrados e ainda sobra uma boa área no terreno”, concluiu.

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